Versão 3.0 - Time Break

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Versão 3.0 - Time Break


 
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 Palácio Kasumioji

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Kasumioji Asura
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MensagemAssunto: Palácio Kasumioji   Sab 12 Maio - 21:20




Na sereitei possui uma região onde a família Kasumioji tem posse, subindo as escadas você está no território de uma das 4 famílias mais nobres de toda Sereitei.
Apenas uma mulher nascida na família principal pode ser líder dos Kasumioji, apesar de Asura nunca poder assumir, sua irmã mais nova irá e então por ser da família principal Asura vive no palácio principal. Os arredores e o palácio são cercados com vários guardas particulares da família. No fundo do palácio se localiza um Senkaimon particular para membros da família.
As escadas que dão acesso a região são bloqueadas por um portão cujo os guardas apenas abrirão para aqueles que pertencem a família ou foram convidados.

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Matsui Ikeda
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Seg 4 Jun - 22:21

Caminhava um pouco despreocupado indo visitar um amigo não sabendo se o mesmo iria me receber por não ter avisado antes, saindo de minha casa pego um sakê muito bom com meu serviçal, que ficou tomando conta de casa.
Após andar longos minutos chego na casa de Asura-san que não ficava muito longe da minha, demorei por causa que não tava muito apressado, ao chegar fico um pouco surpreso pelo grande Palácio que ele morava, mais não muito, pois sabia que ele era de uma das Famílias nobres,avisto uma grande escadarias e alguns guardas na porta para a casa dele.Dou alguns passos até a escada e um dos guardas me para dizendo:

- Espera um pouco ai!
Você tem autorização de alguém da Família Kasumioji para entrar?


Olhando para o guarda que me parava, eu coçava minha cabeça com um sorriso e dizia para o mesmo:

- Eu vim sem avisar para conversar com um amigo é o Asura-dono, você poderia notifica-lo que estou aqui por gentileza?

Aguardava a resposta do mesmo para ver se faria meu pedido.
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Kasumioji Asura
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Seg 4 Jun - 23:22

Ao ouvir o shinigami falando o guarda pareceu não acreditar no que havia ouvido.

Asura-sama? Você acha mesmo que irei cair em um truque desse? Nosso senhor não tem assuntos com você vá embora antes que eu e meu amigo aqui, acabemos com a sua vida.

Neste momento Asura vinha se aproximando em direção ao portão, tinha acabado de sair de seu bantai indo ver sua irmã mais nova, ao chegar no portão, Asura ouviu o guarda falando.

-Matsui-san? Kouga e Ryu, este homem é um amigo meu e deve ser tratado com mais respeito, exijo agora um pedido de desculpas.

Um pouco nervosos por terem tomado bronca, curvavam-se pedindo desculpa a Matsui.

- Por favor nos desculpe Matsui-sama!

-Assim está melhor, Matsui-san perdões pelo o incoveniente, vamos subindo então?

Asura então fazendo um sinal com a mão, convidava o shinigami a subir aquelas escadas que se estendiam a um nível onde parecia que nunca iria acabar..

-Fiquei surpreso com sua visita, e vejo que trouxe algo, vamos subir você será meu convidado hoje, quero que conheça minha casa e minha irmã. vs2475

Continuaram subindo até chegar na porta do palácio principal, em volta parecia haver ainda mais guardas e alguns nobres caminhando. Em volta do palácio principal também era capaz de ver que havia vários prédios em volta do palácio, coisa que ficava escondida atrás da muralha.


- Vamos entrando, conversaremos um pouco, conhecerás minha irmã e... desfrutaremos deste sakê. vs2475

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Matsui Ikeda
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Ter 5 Jun - 2:42

Citação :
Asura-sama? Você acha mesmo que irei cair em um truque desse? Nosso senhor não tem assuntos com você vá embora antes que eu e meu amigo aqui, acabemos com a sua vida.

Após a resposta do guarda, fico com um olhar sério, tiro a mão da cabeça e digo:

- Desculpe, mais não vou sair daqui até falar com meu amigo e acho que você não seria capaz de conseguir me causar nenhum arranhão.

Logo sentia uma reiatsu familiar era de Asura-dono se aproximando do portão onde eu estava,logo olho para ele e aceno para o mesmo que havia ouvido nossa conversa enquanto chegava.

- Foi um pouco inconveniente o que o guarda disse para mim mesmo, mais ele não teve culpa,pois eu que deveria avisar antes, não precisa se desculpar, agora nos conhecemos não é mesmo Kouga e Ryu?!
Claro vamos então, eu que tenho que se desculpar por não ter falado que vinha.


Logo me despedia dos guardas que havia acabado de conhecer e começo a subir as escadas atras do amigo.

Citação :
-Fiquei surpreso com sua visita, e vejo que trouxe algo, vamos subir você será meu convidado hoje, quero que conheça minha casa e minha irmã.

É bom visitar alguns amigos de vez em quando e trouxe um sakê para bebermos enquanto conversamos sobre nossos feitos,então você tem uma irmã, Asura-dono?Adoraria conhece-la sim! e a última vez e a primeira que nos vimos foi na aula de Kidou né, já faz algum tempo.

Terminamos de subir as escadas que era enorme, observo alguns prédios atras um pouco escondidos e o palácio e mais alguns guardas na entrada.
Assim com a permissão de Asura adentro no palácio querendo beber o sakê que havia trazido e saber como era a irmã do meu amigo.

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Kasumioji Asura
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Ter 5 Jun - 17:07

Citação :
É bom visitar alguns amigos de vez em quando e trouxe um sakê para bebermos enquanto conversamos sobre nossos feitos,então você tem uma irmã, Asura-dono?Adoraria conhece-la sim! e a última vez e a primeira que nos vimos foi na aula de Kidou né, já faz algum tempo.

- Sim, sim! Já faz algum tempo que nos vimos, e minha irmã... Bem, tome cuidado... Ela é uma criança, porém não tem muito contato com pessoas de fora, muito ocupada sendo preparada para tomar a liderança da família.

Asura e Matsui seguiram caminhando pelo corredor do palácio, já não parecia haver tantos guardas e outros corredores e diversas portas se conectavam, um verdadeiro labirinto.

-Por aqui, estamos quase lá, depois de falarmos com ela, iremos finalmente sentar um pouco para conversar. Inoue

Seguindo o caminho, no final do corredor, uma grande porta se mantém fechada, era vermelha e muito bem detalhada, com dois guardas na porta, porém estes estavam com uma roupa diferente dos outros, estavam com uma roupa escura da cabeça aos pés com detalhes pretos, bem parecidos com os ninja do 2º esquadrão.



Ao abrir a porta, uma vasta sala com várias pilastras e vários nobre curvados, e no fundo parecia haver uma pessoa sentada, com uma certa expressão de aborrecimento...



Onii-chaan!

Uma garota de aparência similar a Asura, vinha correndo em uma velocidade extremamente rápida e a mesma, chegava dando uma cabeçada no próprio Asura, fazendo os dois voarem de volta a porta da grande sala.



-Aaaah! Droga Rurichiyo, também estou com saudades mas não faça isso...

HeHeHe!

A garoa se mantém em cima de Asura que estava jogado no chão, até o mesmo pegá-la pela argola de seu kimono e se levantar enquanto segura a garota no ar. Se aproximando de Matsui, Asura segurando a garota pela parte de trás da argola, coloca a garota de baixa estatura de frente a Matsui, a garota ainda sorria.

-Matsui-san, isso... Essa é minha irmã e futura sucessora de meu clã, Kasumioji Rurichiyo.

HeHeHe! Olá!

A garota parecia não dar a mínima para nada, nem tinha o comportamento de uma nobre, muito menos de alguém que um dia lideraria uma.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Ter 5 Jun - 23:34

Citação :
- Sim, sim! Já faz algum tempo que nos vimos, e minha irmã... Bem, tome cuidado... Ela é uma criança, porém não tem muito contato com pessoas de fora, muito ocupada sendo preparada para tomar a liderança da família.

Seguindo junto com Asura-dono passando pelos guardas da porta,eu entrava acompanhado do Tulipano no palácio onde ele vivia, assim que fico na parte interior vejo muitas portas num corredor onde estava e outros corredores que o conectava.

- Não se preocupe, não estou interessado na sua irmã amigo ainda mais que ela é nova, só quero conhecer mesmo.

Nós dois caminhávamos até o final do corredor enquanto conversávamos e chegando no fim, havia uma porta vermelha com detalhes e dois guardas na frente, esses estavam com vestimentas diferentes dos anteriores, semelhantes aos do Bantai Lírio.Logo Asura-dono abria a porta a nossa frente, e com o que aparece atras dela, fico bem surpreso com a estrutura da sala e por ter bastante nobres ajoelhados para uma pessoa que estava a frente deles.Essa pessoa que se encontrava sentada a frente dos nobres era a irmã de Asura que logo vinha correndo em direção a ele e chega até a trombar sobre ele, com os dois levantando ela sorria com as palavras que escutava do irmão:

Citação :
-Aaaah! Droga Rurichiyo, também estou com saudades mas não faça isso...

HeHeHe!

Fiquei parado olhando para eles, enquanto Asura levanta sua irmã que era baixa e colocava a minha frente apresentando ela:

Citação :
-Matsui-san, isso... Essa é minha irmã e futura sucessora de meu clã, Kasumioji Rurichiyo.

Rurichyo-dono olhava para mim ainda sorrindo e dizia:

Citação :
HeHeHe! Olá!

- Olá pequena muito prazer!
Vejo que você está feliz mesmo que tenha responsabilidade de liderar a Família Kasumioji um dia.
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 6 Jun - 1:13

No momento em que Matsui diz que Rurichiyo parecia feliz, a garota abre os olhos e então acaba ficando séria. Em um movimento rápido, a garota bate com seu cotovelo na face de Asura, fazendo o mesmo soltá-la imediatamente.

- Rurichiyo?!

- Onii-chan, o cabeludo me fez lembrar agora, você não veem me ver faz tempo, que tipo de irmão você é?

A garota chutava a perna de Asura, fazendo o garoto dar pulos de dor.

- O nome do meu amigo é Matsui, e você sabe que agora eu tenho uma vida agitada.

A garota parecia brava, porém ela não ligava. Só queria ficar perto do irmão.

- Matsui-san, me siga vamos a varanda, lá poderemos desfrutar do sakê e conversar.

O chamando para acompanhá-lo, Asura e Matsui seguiam para a varanda, porém... Rurichiyo permanecia grudada na perna de Asura, a garota era do tamanho certo para ficar montada na perna de Asura.

- Matsui-san, ignore-a, me siga.

Os dois enquanto se dirigiam até a varanda, Asura tentava puxar assunto, porém, era muito estranho e um pouco engraçada aquela cena, a garota não soltava a perna de Asura.

Ao chegar na varanda, havia uma pequena mesa onde ambos sentaram e então já estava pronta, apenas esperando o sakê de Matsui.



- Matsui-san, então o que você tem fei...?!

Neste momento Rurichiyo caminhava no parapeito da varanda, cantando.

- Rurichiyo?!

Asura rapidamente corria para tirar a garota dali, o shinigami então pegara a garota e a colocara em sua cabeça, ela parecia gostar, apesar de descabelar o shinigami inteiro.

- Então Matsui-san, continuando, o que tem feito ultimamente na Soul society? Tem muitas coisas acontecendo..

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 6 Jun - 2:55

Rurichiyo-chan continuava nos braços do irmão, depois de ouvir o que digo, ela muda sua expressão ficando séria, batendo no irmão para solta-la, e logo dava chutes na perna de Asura dizendo ao me ver que lembrava não ter tido muitas visitas do irmão, e perguntava se ele havia esquecido dela com uma voz aguda e com raiva, logo ele me convidava para ir a varanda, enquanto Rurichiyo-chan grudava em sua perna.Olhei para aquela cena com um breve sorriso sem dizer nada, apenas seguia-o até a varanda para conversar,chegando no local que estávamos indo, havia uma pequena mesa com dois acentos, como estivesse aguardando duas pessoas.
Logo Asura-dono tentava fazer uma pergunta para mim, enquanto sua irmã o interrompe indo para o para-peito,sendo muito perigoso ele vai rapidamente para salva-la,e voltando ela fica em sua cabeça, naquele local estava bem claro ainda era de tarde e não estava tendo muito barulho.Novamente Asura faz a mesma pergunta pra mim, enquanto sua irmã fica mexendo em seus cabelos,respondendo a pergunta do amigo digo:

- Sim realmente está tendo muitas ocorrências ultimamente.

Nesse momento coloco o sakê na mesa e ponho para mim e Asura-dono e dando um gole, prosseguia com o assunto:

- Como eu dizia, estou no momento treinando e fazendo umas missões e fiquei sabendo por um passarinho que o bar ultimamente tem andado bem animado, você sabe de alguma coisa e além disso o que você tem feito no Gotei 5?

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 6 Jun - 3:17

A conversa vinha prosseguindo normalmente, era de fato uma tarde bela e calma, porém Asura ficou surpreso ao Matsui mencionar gotei 5...

- Gotei 5? Os vizards continuam vinculados a nós ainda pelo o que eu sei então ainda somo gotei 6... No geral tenho melhorado minhas habilidades em treino...

Asura então dava um gole no sakê.

Quase morri uma vez ou outra, mas ainda estou aqui..

Neste momento Asura abri um sorriso, porém logo depois voltava a sua expressão normal, já o que iria falar agora é um assunto sério.

- Venho feito algumas observações nos esquadrões recentemente, algumas informações eu mesmo recolhi, outras chegaram a mim sem eu querer saber, porém, eu estou um pouco preocupado para o rumo que estamos tomando, ainda não tive oportunidade de conversar com o Makkiu-taichou, algumas coisas vem repercutindo em minha mente, inclusive um nome...

Mesmo com sua irmã lhe atormentando, Asura permanecia sério o tempo todo, aquele assunto parecia lhe preocupar, mais uma vez bebia um pouco mais do sakê.

- O sakê está ótimo...


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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 6 Jun - 3:44

- Desculpe errei, são 6 Divisões ao certo a Soul Society, Asura-dono.

Depois de responder tomo mais um gole do sakê e Asura demonstra um sorriso, após falar que conseguiu experiência nos treinos e Rurichiyo-chan o atormentava o tempo todo, então ele ficava sério e falava sobre um assunto que vinha descobrindo sobre os Esquadrões:

Citação :
- Venho feito algumas observações nos esquadrões recentemente, algumas informações eu mesmo recolhi, outras chegaram a mim sem eu querer saber, porém, eu estou um pouco preocupado para o rumo que estamos tomando, ainda não tive oportunidade de conversar com o Makkiu-taichou, algumas coisas vem repercutindo em minha mente, inclusive um nome...

Logo bebia do sakê que eu havia trazido, e então digo para ele:

- E que rumo é esse que estamos tomando e que nome que fica na sua mente amigo?

Aguardando a resposta do amigo, colocava mais um pouco de sakê e logo saboreava-o
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 6 Jun - 3:58

Asura permanecia um pouco nervoso, porém cedo ou tarde teria que dividir seus pensamentos com alguém..

- Primeiro temos a 1ª divisão que se mantém como se não existisse, a taichou do lírio está um pouco sobrecarregada, o quinta esquadrão.. a camélia acabou de se restruturar com a promoção do Wakamaru-san, sem falar nas desavenças acontecendo...

Asura tomava mais um gole, e fazia uma certa expressão de preocupação.

- Porém acredito eu que problemas assim sempre existirão, agora o nome...

Asura então voltara seus olhos a Rurichiyo.

- Rurichiyo, você tem aula de etiqueta agora, vai procurar a mamãe.

Oook! HeHeHe. Tchau, tchau, Homem cabeludo!

A garota então saíra correndo da varanda com alguns guardas tentando acompanhar o passo.

-Agora que ela já foi... O nome, Yui.. Yui Matsudaira. Eu não sei bem que ele é, nem mesmo se ele existe ou se é famoso, porém não consigo tirar este nome da cabeça. É quase como uma voz que ecoa em minha mente.

Asura então não bebera mais do sakê, queria se manter sóbrio enquanto conversava sobre aquele assunto.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 6 Jun - 16:26

Vejo Asura-dono um pouco preocupado com o que revelaria e um pouco nervoso começava a falar.Escutando ele dizer sobre os acontecimento que vem ocorrendo na Soul Society com os Esquadrões e as desavenças, falo:

- Sim, eu também quase não tenho conhecimento do Bantai Crisântemo, e fiquei sabendo das promoções de Fuku-Taichou e 3º Oficial no Camélia, inclusive também no Lírio.

Dessa vez apenas ouvia o amigo, enquanto o mesmo tomava mais um gole de sakê, e antes de falar qual nome que o incomodava olhava para sua irmã, dizendo que ela teria aula de etiqueta com a mãe, para não ouvir o que ele diria.Logo ela faz o pedido do irmão e segue até a aula me despedindo,aina não me chamava pelo nome,mais eu não ligava pra isso apenas disse para ela:

- Tchau Rurichiyo-chan, tenha uma boa aula kkkk.

Então ela saia correndo pelo corredor acompanhada de alguns guardas, Asura-dono prosseguia com o assunto e falava do nome:

Citação :
-Agora que ela já foi... O nome, Yui.. Yui Matsudaira. Eu não sei bem que ele é, nem mesmo se ele existe ou se é famoso, porém não consigo tirar este nome da cabeça. É quase como uma voz que ecoa em minha mente.

Ele não tocava mais na bebida e eu fazia o mesmo e falava sobre o assunto:

- Eu também não tenho muito conhecimento dele, só sei um pouco que foi um traidor sendo irmão mais velho de Uki Matsudaira, e é um grande inimigo da Soul Society, apenas ouvi alguns rumores que ele foi eliminado, não sei se o mesmo ainda está vivo em algum lugar.
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 6 Jun - 16:46

Asura agora sabia um pouco do nome em que permanecia em sua mente.

Entendo, de qualquer maneira vou ter que falar com algum capitão sobre isso, gostaria de saber o porque deste nome repercutir em minha mente...

Asura agora cruzara seus braços, e se mantém pensativo.

- Entendo que cada família tenha seus problemas, talvez seja um problema dos Matsudaira, porém eu não entendo o que este nome tem haver comigo.

O shinigami voltara seus olhos ao pôr-do-sol.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 6 Jun - 18:36

- Sobre esse nome ficar na sua cabeça, acho bom você falar com um Capitão mesmo.

Agora que as coisas estavam um pouco esclarecidas, bebia um pouco mais do sakê, e vendo o amigo pensativo e dizendo depois sobre que talvez seria os problemas da Família Matsudaira,olho para ele e digo:

- Asura-dono foi bom falar com você fazendo essa visita inesperada, agora vou indo já ta bom, me visite na minha casa também quando tiver tempo e daqui alguns dias nós podemos duelar nossas forças, para ser um pouco divertido, além da conversa.É isso! até logo Asura-dono.

Assim deixava o palácio ainda estava sóbrio e portanto não cambaleava em momento algum e resolvi deixar o sakê para o amigo.
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 6 Jun - 18:52

Asura voltara seus olhos ao amigo com uma expressão um pouco melhor.

- Pode ter certeza que irei lhe visitar, e com certeza vamos duelar um dia, será divertido. Permita-me acompanhá-lo até a saída.

O shinigami acompanhou o amigo até a porta de entrada do palácio, e então acenou para o mesmo enquanto descia aquelas escadas.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qui 5 Jul - 19:40

Asura voltava a sua casa já com sua mente mais tranquila, vinha correndo em direção a mansão e então subia as escadas com muita pressa. Tropeçando algumas vezes, Asura chegava e então dava alerta da vinda de seu capitão. A corrida então começou...

Não era a vinda de um simples nobre, era o nobre mais importante e ainda um dos capitães do Gotei. Cozinheiros correndo, empregados e guardar preparando uma entrada.

Dentro da mansão, havia uma grande porta vermelha e decorada com vários detalhes ornamentais dourados, e lá dentro Asura e sua família aguarda a chegada do capitão.

Os portões que guardam a mansão estavam abertos e vários guardas de aparência "normal" criavam duas fileiras paralelas esperando a chegada do nobre. As coisas estavam o menos natural possível, comparado ao dia-a-dia na mansão.

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Makkiu Watanabe
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Sab 7 Jul - 2:36

Makkiu lembrava-se da conversa que tivera, àquela manhã, com Asura, ao chegar diante dos portões. O garoto de certeza que imaginara aquele assunto como difícil para o capitão, mas não era essa a verdade. Até fora, por uma ou duas manhãs inexistes em reflexo da insônia, uma ou duas tardes que não passavam, uma ou duas noites muito mal dormidas, mas Yui fora apenas manipulado e Kyomi aceitara seguir as ordens. Makkiu por sua vez aceitara tudo.

Não fora fácil, é claro, aceitar que estivera longe quando as ordens foram dadas à Kyomi, que não estava por perto para fazer algo, para usar o poder que tinha já naquela época de liderar o clã, o poder de mudar as Ordens da Central e proteger Kyomi. Entretanto, ela mesma não relutou em aceitar as ordens e poderia tê-lo feito, poderia ter gerado comentários que atraíssem Makkiu de volta com a influência necessária para livrá-la, mas ela sabia que se o fizesse estaria revelando as ordens para Makkiu e que ele jamais abandonaria Yui, que tomaria o lugar dela na missão e havia o próprio Yui que Kyomi certamente não poderia abandonar depois de tudo que os três viveram juntos.

Agora tudo não passava de uma memória... Chata. Os portões estavam abertos e literalmente milhares de criados formavam um par de filas dele ao local do palácio em que muito mais que possivelmente estava a casa principal de forma que mesmo alguém que não lembrasse ou mesmo não conhecesse o caminho não teria como se perder. Makkiu que trajava o Kimono branco com bordas douradas por baixo do Haori, simbolizando ambos os poderes que liderava, militar e nobreza, seguia no silêncio de um passo próprio em direção aos anfitriões.

Umbrais do portal externo, escadaria, umbrais do portal interno e finalmente um portal vermelho com entalhes preenchidos do mais maciço ouro. O convidado percorria tudo, só parando no último obstáculo do caminho e apenas para ser apresentado, como ditavam as convenções. Poucos momentos depois, Makkiu adentrava ao cômodo em que começava a reunião.

- Muito boa noite, nobres Kasumioji. Dizia sereno, com uma postura formal e um tom solene. Fora a solenidade, nada diferente do normal. Espero que minha vinda não os tenha dado muito trabalho.

Até um cego poderia ver claramente que dera, mas era parte das convenções negar, fazer de conta que toda aquela cerimônia era normal. Com as posses dos nobres não era nada impossível tornar algo diário, mas o tempo gasto e o cansaço que geraria à própria nobreza impediam isso. Como Makkiu era grato ao tempo e ao cansaço!

- Lamento não ter podido responder ao convite mais cedo. Falava enquanto fechava os olhos, ação que não diminuía mínimamente sua percepção. Compromissos diários inadiáveis me ocuparam até então.

Aquela resposta convencionada o levara às aulas de boas maneiras com Kyomi. "Que forma mais fresca de dizer que teve que trabalhar, né, nii-chan?" Comentários daquele tipo sempre o arrancavam sorrisos, isso naquela época.

- Devo confessar que anseio para que este seja um momento proveitoso. Dizia enquanto sugia em sua mente o questionamento se estaria tudo pronto caso tivesse vindo na hora em quando recebera o convite. Certamente já deve ser memorável.

Permanecia de pé, a espera do convite formal, doiniciar da conversa por parte dos afitriões. Dos seus mais de um metro e oitenta, Makkiu literalmente olhava de cima e aquilo certamente o dava imponência. Bem, não o restava outra opção e que culpa tinha ele por não ser baixo?

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Sab 7 Jul - 3:17

Dentre a sala principal a família real Kasumioji esperava a chegada do nobre. Aquela mesma família que havia sofrido antes no passado com a morte do pai de Kasumioji antes mesmo de sua irmã nascer. Tratando-se de um assassinato não divulgado.

Uma família ainda um tanto estranha e diferente. Um garoto com um medo forte porém um determinação mais forte ainda, uma garota ingênua e criança ainda e que tinha a maior das responsabilidades na família, e finalmente uma mulher calma e muito inteligente, ao ponte de ser um pouco manipuladora e desleixada, esta era capaz de fazer qualquer coisa para proteger seus filhos. Kasumioji Sakura.



Os traços de mãe e filho não eram certos, porém havia uma certa impressão, algo no ar como se fosse uma atitude que não poderia ser vistam ligava esta família como se fossem um só. Sakura se localizava ao meio ajoelhada. A sua direita Asura na mesma posição, e finalmente na esquerda sua filha mais nova Rurichiyo, quem deixava bem claro suas atitudes infantil apenas com um olhar.

Nesta altura, parte era evidente do que se tratava, o clã estava em risco com uma herdeira ainda irresponsável, e tantos boatos de golpe de poder. Uma aliança era fundamental naqueles tempos de escuridão.

Ao entrar do nobre, nem uma palavra era dita, a única visão era da família real um do lado de outro e dezenas de conselheiros agachados e enfileirados deixando um vão para o nobre da família Watanabe passar.

Ao mesmo se aproximar da família real, o jogo de cortesia começava entre os dois líderes de clãs tão poderosos, porém Sakura estava ciente de que as paredes tinham ouvidos.

- Boa noite, Makkiu Watanabe. A vinda de visitantes nunca nos dá trabalho algum.

Sakura se dirigia com um tom frio para o nobre, mais rude ainda por não ter se apresentado. Asura nem mesmo olhava para o capitão, como se não o conhecesse ou não tivesse nada a tratar com o mesmo. Já Rurichiyo, olhava para Makkiu ameaçando dar risada e se segurava para dizer algo.



Sakura tinha certeza que o atraso de Makkiu se relacionava com seu trabalho, mas também sabia que era cortesia dele informa-la. Ainda sim continuava a falar em um tom frio.

- Não se preocupe, este palácio não iria a lugar algum. E eu tenho certeza que veio exatamente quando lhe pode.

Sakura encarava Makkiu como se esperasse alguma coisa do shinigami, porém ainda de relance olhava para os vários e vários conselheiros que ali estavam com os olhos diretamente ao chão.

- De fato sera muito proveitoso e memorável, vendo que irá atender as necessidades de minha família.

Sakura parecia acelerar seu tom de voz e antes mesmo que o líder do clã Watanabe fosse capaz de responder, A líder Kasumioji levanta seguido de seus filhos.

- Queira me acompanhar nobre Watanabe.

Virando a sua direita, havia mais uma porta de cor avermelhada e detalhes amarelos, esta não era guardada por serviçais ou até mesmo guardas da família. Asura seguia na frente abrindo então aquela vasta porta para que Makkiu entrasse seguido de sua mãe e sua irmã. Em seguida o shinigami fechara a porta e então ficava parada de costas para a mesma.

A sala já não era larga como a última e apenas tinha uma vasta mesa com detalhes ornamentais e vários tipos de comidas diferenciadas em cima. Não sabiam que tipo de gosta agradava os Watanabe's, então fizeram um pouco de tudo. Sakura logo convidava Makkiu para sentar com ela e sua filha.

- Sente-se Watanabe-san, aqui poderemos conversar abertamente.
me
A voz da nobre mulher havia consideravelmente mudado, já não falava com frieira e muito menos desafiava o Capitão. Era um tom dócil, como se estivesse falando com um filho. Este era a forma de conversar de Sakura.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Sab 7 Jul - 22:07

Makkiu despertou de seus devaneios ao ver os Kasumioji se levantarem. Notara ainda fora do palácio o local em que estava aquela família principal, notara as Reiatsus hostis que a cercavam, mas não pensara a respeito, é claro, estava ocupado demais lembrando de seus irmãos durante o caminho. Agora era diferente, o levantar de Sakura fazia ser diferente. Era convenção que ela o chamasse para sentar de frente a ela, para iniciarem a verdadeira conversa porém havia muito ali fora do convencional.

Enquanto se deixava guiar para diante de novas portas vermelhas com entalhes amarelados, o líder dos Watanabe notava o crescer da hostilidade dos servos e do nervosismo que unia-se ao medo da família que o convidara. Não importava o modo como olhasse, Makkiu não conseguia ver aquilo como algo diferente de um cerco. Mais refinado, discreto e silencioso que o normal, mas ainda assim um cerco.

A demonstração de respeito a uma superioridade que o próprio Makkiu julgava ilusória, o abrir da porta primeiro a ele, o evidenciava que aquela reunião não era para outra coisa se não um pedido de ajuda. Apenas três clãs tinham influencia suficiente para intervirem com o Kasuimioji: Kuchiki, que desde a morte de Byakuya abandonara todo seu poder militar e pasara a se exilar até mesmo da alta nobreza; Matsudaira, que mesmo herdando o comando da linhagem Shihouin e tendo como líder uma capitã estava limitado economicamente e Watanabe que não só era credor dos Matsudaira e detentor do maior poder econômico da nobreza como tinha influência suficiente sobre a Central para poder usá-la e um líder que comandava um quinto do poder militar de Seireitei.

- Vejo que Asura-kun não a contou de minha capacidade então simplifiquemos dizendo que eu sei o que cada um que me cerca sente
.
Respondia ao convite para sentar-se enquanto retirava a Zanpakutou do Obi mais extrno e a batia no chão com força suficiente apenas para abafar o som do estalar de dedos que executava entre a bainha. Eu já pretendia solicitar a dispensa dos criados, mas a mudança para um ambiente menor agiliza as coisas.

Com a Zanpakutou repousada ao lado esquerdo de onde sentara-se, Makkiu voltava seu olhar à Sakura. Pela primeira vez podia olhá-la não de cima ou esguia, mas de frente. Seus olhos tingidos com o carmesim do sangue fixavam-se perfuradores nos amendoados dela por um instante e pareciam lê-la como a um livro aberto.

- Trocar de sala não significa que podemos conversar mais abertamente, não significa que não haverão escutas. Dizia em um tom de voz que cedia todo o espaço da solenidade para a serenidade. Era o tom costumeiro de Makkiu. Não se preocupe, acabo de colocar um tipo de barreira, digamos assim, que isola esta sala com meu Reiatsu. Nenhum tipo de equipamento funcionará aqui.

Haviam escutas. Se Asura havia ou não contado com a habilidade do capitão não era possível dizer, mas provavemente se não fosse por ela a conversa inteira seria ouvida o que, pelo ambiente, mostrava-se ser algo que colocaria a vida dos Kasumioji em risco no instante em que fossem deixados sozinhos.

- Entendo que tenha contado com o fato de que eu viria sozinho, mas não custa lembrar que se houvesse mais algum nobre comigo a reunião teria acabado pelo seu tom de voz e em suas primeiras palavras. Falava com apalavras brandas, mas ainda assim rígidas. Falava em alerta e urgência, sério e ainda assim com a mais absoluta absoluta calma. E por falar em palavas, evite citar "necessidades de sua família" pois não importa o tom de voz, dizer isso a mim, publicamente será interpretado como uma declaração de fraqueza de seu clã e um convite para todos os seus inimigos se aliarem e não me parece o momento ideal para se querer isso.

Não havia qualquer sombra de questionamento nas entrelinhas. Havia clara afirmação nas frases ditas. Makkiu tinha entendido tudo, da atmosfera no local aos olhares esguios da mãe de Asura para seus criados, da postura alternante da nobre à mudança de ambiente. Era como se ele tivesse pegado a maior parte da situação no ar.

- Não sei os detalhes, mas está claro que vocês são vigiados a todo momento, que são reféns em seu próprio clã.
Naquele momento parecia completar seus avisos, parecia estar a se dispor a ajudar. Entendo o significado de querer proteger seus entes queridos, mas se vou ajudá-los preciso que me contem cada detalhe da situação desde quando ao menos pensam que ela omeçou a se tornar assim.

Provavelmente Makkiu seria a melhor opção, se não a única, de ajuda para os Kasumioji e isso o próprio convite feito tão repentinamente provara. Ainda assim era preciso saber o que estava acontecendo, qual a causa daquilo, o que era preciso e se era certo fazer para mudar a situação. Os olhos dos três Kasumioji pareciam atestar que era.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Sab 7 Jul - 22:49

A sala se tornava sufocante cada vez mais e mais, e a situação se agravava pois mesmo com as habilidades sensoriais do nobre Watanabe, ainda tinha muitas coisas não explicadas. Sentado a mesa estava o nobre, Sakura e sua filha Rurichiyo, que descansava dormindo no colo da mãe. Asura se mantém parado na porta com a mão em sua zanpakutou.

Sakura fica surpresa com a habilidade sensorial de Makkiu, porém isso não faria diferença alguma em suas atitudes fora daquelas paredes.

- Como já esperado do capitão do 4º esquadrão.

Sakura falava em um tom sereno e de conforto, com seus olhos fechados sorrindo para o capitão.

Sakura tinha certeza que seu tom de voz dirigido a Makkiu no começo era muito rude, e se fosse outro nobre teria deixado o local. Principalmente quando se dirigiu a sua família.

- Watanabe-san, eu apenas disse o que estava escrito em um pedaço de papel, que me foi mandado ler.

O ar naquela sala começava a mudar, mais revelações vinham a ser tratadas. Sakura continuava a falar em seu tom calmo enquanto acariciava os cabelos de sua filha.

- Uma barreira com certeza irá facilitar nossa reunião, Watanabe-san.

Era normal que Makkiu gostaria de saber todos os detalhes porém, Sakura não sabia nem mesmo por onde começar. Sakura então piscava algumas vezes e então olhava para Asura por um tempo, como se estivesse a revelar algo também para o mesmo. Sakura não pronuncia uma palavra até voltar seus olhos a Makkiu.

- Watanabe-san, esta certo em que quero sua ajuda, porém o único motivo em pedi-lo isso, não foi por suas conquistas, ou pelo seu poder e sim, pois o meu filho confia em você mais do que em qualquer um.

Sakura então colocava sua filha ao seu lado e então afastava toda aquele banquete que estava na frente de Makkiu, deixando apenas dois copos de sakê, um do lado do outro.

Sakura então apontava para ambos.

- Me foi ordenado que caso você aceitasse nossas exigências, ou melhor, as exigências deles eu lhe serviria este copo de de Sakê a sua esquerda para comemorar nosso acordo. Caso o contrário eu lhe serviria o da direita para então que o senhor morresse-se engasgado com o veneno poderoso que colocaram nele. Eles chamam de.. Cantarella.

O tom de Sakura continuava a ser leve, porém o peso em suas palavras era grande. Queria que o nobre Watanabe entendesse realmente o conteúdo de suas palavras.

- Agora... Porque eu não simplesmente deixo levar este copo e então provar o envenenamento? Pois eu prefiro matá-lo do que fazer isso.

Neste momento os olhos de Sakura enchem de lágrimas e então a mesma direciona seus olhos a Asura.

Senhor Watanabe... eles têm minha filha mais velha como refém.

Sakura não consegue se segurar e então começa a chorar, não desesperadamente porém era capaz de ver as lágrimas caindo de seus olhos. Enquanto Asura ajoelhava no chão por até mesmo desconhecer tinha uma irmã mais velha.

- Depois da morte de meu marido, aqueles velhotes pegaram ela de mim quando Asura ainda era uma criança e quando estava grávida de Rurickiyo. Eu não sei se eles mataram meu marido ou então foi realmente uma doença. Por sorte eles são idiotas, querendo que eu fosse tão rude com um nobre como o senhor e ainda quisesse matá-lo. Eu não peço sua ajuda como senhora de um clã e nem mesmo pelo meu clã. Eu peço sua ajuda, como uma mãe desesperada.

Enquanto Rurichiyo dormia, Sakura mantém-se com seus olhos fechados enquanto Asura ainda chorava no chão, com certa raiva. Da situação atual

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Dom 8 Jul - 0:59

As palavras de Sakura trouxeram à mente de Makkiu o peso da situação pela qual ela passava. As lágrimas dela demonstravam o desespero contido que sentia, a repulsa à descortesia, à tentativa de envenamento, a tudo aquilo. Cantarella... Francamente, arsênio e visceras de porco? Pensara o nobre Watanabe fitando à mesa. Tentar me matar envenenado é o mesmo que tentar me superar com Kidou.

Os traidores realmente queriam que Makkiu encerrasse a reunião o quanto antes, queriam que fosse embora ou, se ficasse, morresse. Se vivesse, teriam as declarações de sua senhora, teriam uma aliança contra a linhagem principal e apoiada por nada mais que dois terços da nobreza, por um poder capaz de fazer a Central os engolir.

A líder dos Kasumioji havia dito que a percepção que Makkiu demonstrara era o esperado de alguém em seu posto. Aparentemente os subordinados do castelo não tinham a mesma noção. Foram espertos para evitar um conflito direto, sabiam que jamais teriam chance contra um capitão, mas foram tolos ao tentar usar química contra o principal oficial médico da Soul Society e mais tolos ainda se pensaram que poderiam deter uma investigação iniciada por solicitação dos Watanabe. Suicidariam o nome Kasumioji e tudo, e todos a ele relacionado se tivessem êxito.

- Um dos pré-requisitos para liderar o 4º Esquadrão é ter grande habilidade médica em todos os campos, incluindo química, venenos e antídotos. Falava tomando em mãos o copo da direita e sorvendo um generoso gole. Um bom estudioso de venenos é imune a tantos quanto puder e além de terem usado vísceras demais o arsênio foi orgânico, menos tóxico que o ideal.

Os erros de composição eram tão crassos que qualquer um que tivesse ingerido algum composto de fosóro puro perceberia as falhas de concentração. As substâncias não tinham sofisticação, provavelmente era um veneno artesanal, caseiro até, de tão rústico se comparado aos produzíveis nos laboratórios do Centro Médico.

- Esta tentativa de envenamento prova que todos aqui sabem que não há alguém nesse castelo com mínimas chances de me matar. Recolocava o copo à mesa olhando fixamente da mulher para a garota que repousava em seu colo. Agradeço pela confiança, mas devo perguntá-los o que fariam se eu quisesse usar esta chance para subjugar seu clã e controlar toda a nobreza.

Makkiu sabia que seu comportamento poderia também ser taxado como "disfarce perfeito" para um vilão e a história, inclusive recente, da Soul Society provava assim. O último homem a ser considerado idôneo por seu comportamento e receber total confiança dos seus companheiros de esquadrão fora também o responsável por destruir o sistema do Gotei 13. Ignorar isso fora imprudência dos Kasumioji.

- Não confiem em quem não conhecerem de fato, não novamente. Mas dessa vez confiem em mim. Era o que os olhos do capitão pareciam dizer. Pelo que notei, as propostas a serem feitas vem de seus conselheiros, logo meu assunto é com o líder deles.

Um refém é uma garantia, uma moeda de troca e só há dois tipos de pessoas que usam esse tipo de estratégia: covardes e desesperados. Como líder militar, Makkiu sabia disso assim como sabia que tudo aquilo era um golpe e um golpe é algo secreto que até posto em prática não geraria desespero. Haviam ali covardes.

- "Pedirei" pela presença de sua filha mais velha ao líder dos conselheiros. Enfatizava a palavra enquanto vertia o conteúdo do copo da direita naquele que havia esvaziado. Devo dizer também que fui quem ensinou a ex-capitã de Lírio a "pedir" que os prisioneiros falassem.

Quando derrotado, um covarde faz tudo por sua vida e isso era algo que qualquer guerreiro aprendia em suas vitórias. Sempre haveria um inmigo traindo seu companheiro para viver, jurando lealdade. Ter o líder revoltoso nessa condção significaria acabar com a revolta e libertar a garota.

- Não terei problema em mover a Central e tenho o veneno que ingeri como evidência, só preciso que se recomponham um pouco e chamem o velho. Dizia em um tom acolhedor e cheio de segurança. Poderei abrigar a você e suas filhas na casa principal do meu clã usando a educação das garotas como pretexto e Asura tem o quartel de Tulipa.

Era dever de um nobre proteger a nobreza, dever de um capitão manter o cumprimento das leis, de um guerreiro lutar por uma causa que tomasse por justa, mas não era nenhuma dessas as razões para Makkiu se mover. Simplesmente conhecia a dor de não conseguir proteger os que lhe eram importantes e era egoísta demais para compartilhar esse conhecimento.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Dom 8 Jul - 1:35

Sakura se mantém instável enquanto escutava as palavras de Makkiu, porém o mesmo apesar de ser tão resistente a veneno e a outros compostos, havia pessoas que não. Sakura ainda se preocupava pela vida de sua filha mais velha, a vida dela estava conectada aos conselheiros.

- Espere não beba !!

Essas eram as palavras mulher que chegaram tarde demais a Makkiu que então degustava da bebida. De fato veneno não poderia o matar, mas ainda poderia causar dano aos outro membro do clã Watanabe.

- Senhor Watanabe, o risco de você querer tomar este clã é inevitável, porém como eu disse antes meu filho confia em você então eu farei e ainda, minha maior prioridade é minha filha.

Sakura já não chorava mais, e ainda tinha mais a tratar com Makkiu.

- Falando sobre o líder dos conselheiros.. Era o mentor de minha filha mais velha e foi contra este controle sobre nós. Imagino que esteja morto. O clã Kasumioji tem cerca de 60 conselheiros, divididos em 3 grupos de 20, sendo na ordem, os conselheiros de : Fatura de dinheiro da família, relações gerais e por último militar e espionagem. Dois grupos distintos podem subjugar o outro. Eu tenho certeza que há traidores no de espionagem, porém apenas eles não seriam capaz. Com certeza há alguns deles nos outros dois. Notando que parte do nosso dinheiro é desviado constantemente e bem, não preciso dizer qual deles solicitou esta reunião e as exigências com o senhor.

Sakura agora ajudava sua filha a levantar, parecia ter tido um belo sono.

- Eles são fracos, porém eu não sei quais deles me traíram e nem mesmo sei quantos. Eu recebo as ordens em um envelope na minha porta toda meia-noite, sobre o que eu devo fazer e falar no dia seguinte. Eu sei que eles mantém minha filha em algum lugar fora da Sereitei. E que caso algum deles seja morto ou preso, ela sera morta. Isso me foi dito. Ainda há a possibilidade de alguns dos meus conselheiros também estarem sendo ameaçados a não fazer nada contra.

Sakura agora levantava junto com sua filha e então acompanhando Asura fazia o mesmo.

- Eu agradeço pelo o seu convite Watanabe-sama, porém além dos guardas comuns dos Kasumioji, possuímos também uma linha de assassinos. Se movem como a Onmiotsu Kidou, se eu deixar a mansão, minha filha morre. E não é só isso, eu acredito na resistência do senhor, porém seu clã também irá correr o risco caso faça algo. Se vamos agir, terá que ser com cautela. Assassinos movem-se por aqui a todo instante.

Sakura agora estava pronta para dizer ao nobre Watanabe sobre o que os conselheiros queriam com ele, porém antes tinha que ouvir o que ele tinha a falar.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Dom 8 Jul - 16:35

Preocupação era o que se passava naquela muher. Preocupação com sua filha mais velha e com os filhos mais jovens que estavam ao alcance de seus olhos, com seu clã como um todo e com o clã Watanabe. Preocupação até mesmo com Makkiu que de tão sereno e impassível apresentava ações e feições nas quais era simplimesnte impossível ler um mínimo da tensão de tudo aquilo.
Ele estava sentado e ouvia a cada palavra de sua anfitriã. Inevitável... Lembrava de quando Sakura falara do risco de se querer tomar o clã. De fato fazem bem em não confiar naqueles que lhe prestaram juramente de lealdade. Se os conselheiros dos Kasumioji os haviam traído, por que os vassalos agiriam diferente? De fato, qualquer um a quem apelasse teria igual chance, os faria correr o mesmo risco.

Provavelmente estavam por ser ditas as condições e seria melhor as conhecer. Pode ser lugar comum dizer que conhecimento é poder, mas quem provou o sabor das batalhas sabia que mais correto seria chamar esta frase de verdade. Antes disso, Makkiu sentia a necessidade de acabar com algo que o incomodava: Se vamos agir. Ele pretendia encerrar tudo naquela noite e só não sabia se o faria porque diziam as convenções de hora e data que faltavam duas hora para amanhã
- Já que me contou sobre seu clã é justo que eu faça o mesmo sobre o meu. Falava em seu tom sereno, de Zanpakutou em mãos e ao se levantar. O clã Watanabe surgiu da união de dois Shinigamis de elite e por isso, além de ocupar desde muito tempo cargos na Central, é um clã com tradição em áreas de combate.

Um clã, nobre ou não, representa poder e ajuda, jamais um emepecilho, acima de tudo para seu senhor. Makkiu era inegavelmente o 10º Líder do Clã Watanabe, mas era também o Capitão do 4º Esquadrão. Seu clã precisava ser preparado para ser tratado como alvo e para lidar com riscos sozinho e era, desde que era uma pequena família.

- Não me estranha que não saiba, afinal Kasumioji era até pouco tempo um clã puramente político, mas clãs com tradição em combate são treinados para servirem de suporte aos seus líderes em caso de falta de contigente, ou seja, são treinados nos moldes das habilidades de seus líderes
.
Fechava os olhos por um instante ao dizer aquelas palavras e voltava a abri-los fitando os Kasumioji. Cada membro do clã Watanabe tem uma imunidade a venenos comparável à minha e o membro mais fraco tem um Reiatsu comparável à de um 3º Ofcial, fatos que somados aos nossos recursos e aliados simplesmente dispensam preocupaçãoes.

Makkiu colocava a Zanpakutou de volta ao Obi no mesmo lado em que estivera pousada sobre o chão, no mesmo lado em que estivera antes de ser retirada. Alguns passos dava em seguida, na direção dos três nobres e parava a meio caminho deles e da mesa.

- Lembra que eu disse que esta sala está isolada e que você me disse que se eu concordasse com as condições me seria dado o copo à esquerda?
Dizia mostrando o copo da direita que havia esvaziado e tornado a preencher com o conteúdo do outro. Eles não me conhecem, logo, para todos os efeitos eu concordei com as condições e estou interessado em controlar toda a nobreza.

Makkiu virava-se agora à Sakura, ficavade frente para ela. A diferença de altura entre os dois era tal que ela sequer ultrapassava os ombros dele que era forçado a baixar um pouco o pescoço para não parecer novamente olhar de cima, para que seus olhos ficassem no mesmo patamar e ele pudesse demonstrar quão sério estava.

- Deixe-me com sua filha na sala de registro dos empregados e siga com Asura até os conselheiros mais importantes que encontrar.
Instruia com sua experiência dos campos de batalha, das mesas de estratégia e das reuniões políticas. Tudo com que convivia há mais de um século. Digao-os que está convocando todos os conselheiros para uma reunião por exigência minha e que estou com sua filha pois assim parecerá que a estou chantageando da mesma forma que eles e eles saberão que bastará conferir a lista de empregados para saber que quem faltou são os traídores.

Não seria preciso mais que aquilo. Naquele castelo não haviam sequer duas mil pessoas das quais não mais que duzentas, contando com Asura, tinham habilidade de combate. Dessas duzentas não havia sequer uma dezena próxima ao nível de um terceiro Oficial, ou seja, seria fácil resolver usando força.

- Mesmo que não saibamos quem são exatamente, é certo que os líderes estão entre os conselheiros e com todos reunidos garanto que nem se o castelo inteiro atacasse de uma vez eles teriam chance de fugir
.
Falava a unir poderação prudente à certeza. Estava visivelmente disposto a resolver tudo naquela noite. Se confia em mim por causa de Asura, então deve confiar nele para protegê-la e na minha palavra de que protegerei suas filhas, que não as machucarei.

Nem com todas as suas tropas os líderes traidores teriam alguma chance de vitória e uma vez subjugados, como os covardes que eram, entregariam no mínimo o paradeiro da refém. Seria infinitamente mais fácil chegar ao lugar em que a filha mais velha dos Kasumioji estava antes de qualquer informação sobre o que fizera do que fugir de Kyomi no pega-pega.

- Lembrando o que disse sobre agir com cautela: para todos os efeitos, ao deixar esta sala e até que suas filhas estejam a salvo e junto com você na casa principal do meu clã, eu sou um oportunista que está usando sua filha para chantageá-la e tomar controle da nobreza.
Dizia à Sakura, mas alertava aos três. O tom de voz era calmo e ainda assim de aviso. Tenha em mente que interpretarei esse papel, que deve me tratar como tal, que posso ameaçar e usar ilusões para aparentar ferir sua família, mas que é tudo encenação.

Agora deveriam vir respostas e talvez perguntas, informações das condições e um princípio de ação. Quando a conversa ali terminasse, um novo estalar de dedos romperia o isolamento e saíriam os quatro cada qual para agir conforme seu papel. Talvez a parte prática demorasse mais que duas horas.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Dom 8 Jul - 17:20

Sakura compreendia Makkiu, e tinha certeza que iria conseguir resolver aquela situação com ele. Ainda sim temia pela sua filha mais velha, se alguma coisa desse errado, se houvesse um espião onde eles não possuem conhecimento, estaria tudo acabado e a verdadeira herdeira dos Kasumioji's morta.

- Watanabe-san, há mais coisas que eu deveria lhe contar, porém o meu tempo acabou. Se continuarmos com esta conversa minha filha morrerá. Foi o que me foi dito. Então eu acredito que alguns estão aqui e outro fora. Eu irei confiar em você e irei interpretar conforme me dissera, apenas tenha consciência sobre os assassinos. Talvez eles não possam lhe tocar, porém eles podem dar apenas um sinal e minha filha morrerá. Confiarei em você e em meu filho para resolvermos isso.

Neste momento, Asura se aproximava de sua mãe e Makkiu, preparado para fazer qualquer coisa.

- Taichou... Matar nobres... Vai me expulsar do bantai?

Ali estava presente um Asura que nem mesmo sua mãe havia visto. Seus olhos expressavam pura raiva e ódio e pior ainda a sede por sangue. O shinigami tremia, o plano era a única coisa que o segurava para abrir aquela porta e matar todos os conselheiros reunidos naquela sala.

Por outro lado, Rurichiyo segurava as vestes da mãe com um dedo na boca, sem sequer saber o que estava acontecendo.

Sakura então ficava sem expressão alguma há ver a reação de seu filho, porém ainda sim tinha que dar suas últimas palavras com Makkiu antes de começar a encenação.

- Watanabe-san, ainda sim, devo lhe informar algumas coisas. A primeira é que o que eles queriam com você era um membro de sua família para se casar com minha filha e então unir as famílias. Este membro viria morar aqui, e então... Acho que já entendera. Segundo seria os registros da central 46 e todo intel e conhecimento que você tivera. Imagino que você já imagina como eles fariam você falar.

Ainda sim, temo pelo o fato de que eles contatem por algum tipo de comunicação fora daqui e então minha filha seja morta, porém eu confio no senhor e acredito que já tenha considerado isso. Se desejas chegar até a sala de registros terás que abrir seu caminho, visto que eu não tenho mais acesso a esta área. Se pretendes ficar com minha filha, a mesma será capaz de te levar até lá, porém ainda sim peço que a protejas visto que será necessário derramar sangue.


Sakura então se agacha para falar com Rurichiyo.

- Filha, você vai ter que ir com este homem até a sala de papéis, leve ele lá e fique perto dele está bem?

Apesar de ser ainda uma criança, Rurichiyo entendia que alguma coisa iria acontecer e então começava a chorar.

- Mamãe, eu quero ficar com você...

Sakura então não se segura e acaba abraçando a filha e chorando também. Por um momento Asura abandona seu momento de fúria e as abraça. Aquele era o momento em que os três dividiam suas tristezas enquanto uma Mãe confortava seus filhos.

- Watanabe-san, siga por esta porta. Eu irei voltar a sala real e informar aos conselheiros seu pedido. Todos estarão nesta sala ao lado, a pergunta é: Eu devo esperar com eles ali?

Era evidente a preocupação de Sakura, quando aquele bando de conselheiros soubessem do que aconteceu, provavelmente iriam sair dali no mesmo instante. Os culpados e os não culpados.

- Mãe, eu irei protegê-la e ninguém vai sair daquela sala, não vivo.

Asura deixava bem claro sua sede por massacre, porém apenas iria abater se seu capitão desse a ordem. Ao fim da conversa, Rurichiyo então acaba pegando nas veste de Makkiu e então o puxava para a direção correta pela a segunda saída daquela sala, que mais parecia uma porta secreta.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Seg 9 Jul - 15:28

Uma turbulenta mescla de sentimentos tomou conta da sala. A preocupação de Sakura, a sede de vingança de Asura e o medo da filha mais jovem, o medo e dor dos três. Makkiu fechara os olhos durante o abraço dos Kasumioji ao considerar que eles mereciam um pouco de privacidade e que provavelmente aquele momento, dentro da barreira que colocara, era um dos poucos em que poderiam ter.

Ao fim da conversa, a garota agarra o Kimono branco de bordas douradas usado sobre o Shihakusho e sob o Haori do capitão e virava-se com ele para uma outra saída do cômodo. Makkiu gentilmente pousava sua mão esquerda no ombro dela. Tão pequeno. Notava o ombro inteiramente envolto em sua mão. Frágil e ainda assim já carregando tamanho peso. Aquele pensamento poderia servir tanto para os ombros quanto para a garota.

Frente à segunda saída a gentil mão detém o frágil ombro. Sabiam os traídores da interferência causada pela barreira e com toda a cena que estavam a criar tomariam por razão para ela a na realidade inexistente ambição de Makkiu em tomar controle de toda anobreza. Ele não precisaria falar sobre, mas era preciso conter Asura, era preciso deixar claro que tudo daria certo se ele se contesse e era preciso fazer isso aos poucos, ainda que apressadamente.

- Já considerei que hajam outros fora, mas com os líderes daqui de dentro presos não haverá como se comunicarem, ao menos não para dar essa ordem. Voltava-se na direção da outra posta, onde estavam Sakura e Asura. Não se preocupe, sou persuasivo o suficiente para fazê-los contar onde está sua filha e posso imobilizá-los sem esforço a qualquer distância.

Persusivo. Seria mais adequado dizer bom interrogador, mais que bom, na verdade. Viver na nobreza é viver em um jogo de persuação sutil, constante e complexo. Comparado a aprender isso, aprender a interrogar era como, para um bom ator, interpretar um papel e com mais de um século nesse tipo de palco, Makkiu era excepcionalmente bom em falar o necessário para ouvir o que queria e o resultado não eram aplausos ou reconhecimento, eram informações.

- Peço que me desculpem se eu acabar os imobilizando junto a eles, mas este será o melhor método de garantir vossa segurança. Dizia de forma imponente. Mais parecia estar a ordenar liderados em missão e a situação era de fato bem próxima disso. E Asura-kun, não estamos em campo de batalha e nem sabemos quem é o líder ou quais informações cada um deles possui. Você está proíbido de matar até segunda ordem.

Makkiu fora taxativo e compreensível o suficiente para ter Sakura como aliada no referente a conter Asura. Bastaria isso para garantir que aquela situação fosse resolvida rapidamente, rapidamente em algumas horas, mais de duas pelo que aparentava. Amanhã seria um dia cheio com o final daquela ação toda, o abrigo às Kasumioji, a declaração de proteção ao clã e todo o início do inquérito... Não seria muito diferente do normal, na verdade. Bem, melhor começar logo. Pensou.

- Estou retirando a barreira e prometo que não a soltarei até que estejamos fora daqui. Estava agora ao lado da garota e sinalizava para seguirem em frente quando abria, com a mão direita, a porta diante de ambos. Irei confiar na sua direção, mas em troca preciso que confie em mim e não se afaste.

Um novo estalar de dedos, vários significados. Conversa encerrda, vamos, começou e tantos outros cuja reação não seria visível por dentro dquilo que confirmava ser uma passagem secreta. Não havia guardas naquela caminho, Makkiu ratreara-o com sua percepção, não havia iluminação própria, a luz vinha de frestas encobertas por tecidos, e não havia qualquer som além dos passos da jovem Kasumioji. Sem instalações elétricas... A área não deve estar mapeada e provavelmente a localização dele deve ser ensinada entre a própria família principal. Em seu caminhar inaudível, o capitão tinha, a cada passo avançado, mais certeza que encontraria oponentes nas proximidades da sala de registros.

- Vai ficar tudo bem, irei protegê-la então não se preocupe, ok? Dizia em um tom muito mais sereno que o convencional ao sair da passagem e enquanto colocava o braço por frente à garota de forma que a pudesse segurar em um momento de esquiva. Já que demoraram tanto a aparecer, porque não poupamos tempo resolvemos isso de uma vez?

Makkiu sentia claramente a presença dos inimigos escondidos e o nível patético, em comparação ao dele, de Reiatsu. Era surpreendente o quanto estavam próximos de seu objetivo. A sala estava trancada diante dele e com barreiras muito bem feitas. Vou precisar de um ou dois segundos para romper.. ao menos vai isolar o som e manter os registros seguros até que eu entre. Uma vez dentro da sala, nada o impediria.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Seg 9 Jul - 16:51

O movimento iria começar, os Kasumioji's haviam se despedido e agora estavam prontos para seguirem seu caminho. Sakura segue com Asura de volta a sala real onde todos os seus conselheiros estavam ajoelhados em sua frente. Sakura se posiciona na frente dos mesmos ao lado de seu filho.

- Tenho um comunicado para vocês do Watanabe. Ele quer uma reunião com todos vocês, enquanto ele não ter, ele permanecerá com minha filha.

Sakura então colocava as mãos no rosto como se estivesse chorando. Asura também entrava no papel enquanto tentava acalmar a mãe. Os conselheiros então se levantam e começam todos as falarem ao mesmo tempo desesperados.

- Como assim?! Ele está com a Rurichiyo-sama?! Avisem os guardas !!! Temos que sair daqui !!!

O que se pronunciava se tratava de Kasumioji Nara. Um dos conselheiros de militarismo e espionagem e um dos mais próximos de sua senhora. Era calvo de olhos amarelos e de uma aparência muito velha.

Outros se pronunciavam todos ao mesmo tempo enquanto queriam todos deixarem a sala.

- Ninguém vai sair !!!

A voz de Asura ecoava por toda a sala, olhava para todos os conselheiros e sua voz deixava bem claro sua raiva. Todos os conselheiros se silenciavam e olhavam para o shinigami.

- Ele quer uma reunião com vocês, e ele tem minha irmã. Ele vai ter o que ele quer se for assim o preço para ter minha irmãzinha e sua senhora de volta. Vocês devem seguir minhas ordens e manter-se fiel as leis.

O shinigami então retirava sua zanpakutou da bainha lentamente.

- Aqueles que querem deixar a sala real, será considerado um traidor da família por abandonação, e terá devida punição.



Asura tentava mostrar que sua raiva era contra Makkiu, era a única coisa que poderia fazer, já que não tinha como escondê-la apenas redirecionar-la.

Porém ainda sim, haviam servos que se movimentavam para fora da sala alertando os guardas e pior que isso, os assassinos. Assim manteve a situação dentro da sala real.

Rurichiyo olhava para Makkiu e antes de se mover com o mesmo, ainda faltava algo a ser falado.

- Eu sou Rurichiyo, qual o seu nome?

A voz doce da garota era direcionada ao capitão, porém a mesma apenas perguntava por cortesia era evidente que não iria decorar o nome do capitão. Apesar de seu jeito infantil, ainda lembrava das etiquetas, e a mesma notara que a mãe não havia apresentado o capitão a ela.

Em seguida, ambos foram dentre aos corredores.

- Mamãe disse para eu decorar o caminho desses corredores...

Era evidente que Sakura queria isso, se algo acontecesse sua filha saberia como deixar a mansão sem ser pega. Como Rurichiyo quase nunca deixava a mansão, tinha bastante tempo livre quando não estava tendo aulas de etiqueta.

- Não estou preocupada, sei que vai, caso o contrário, meu irmão vai te matar quando voltarmos.

Rurichiyo não colocava peso em suas palavras, nem ao mesmo sabia como fazer isso, apenas falava inocentemente. Nesta idade já notara o quando seu irmão queria protegê-la.

No caminho, o corredor chegou a um ponto onde haviam três direções diferentes, em frente esquerda e direita. Ambos pareciam não levar a lugar algum .

- É aqui...

Os corredores levaram a uma grande porta com detalhes avermelhados e a mesma parecia estar trancada com correntes e cadeados. Aparentemente havia ainda mais coisas cercando aquela sala. Aos cantos do lado de fora da sala, quatro assassinos surgem das sombras cercando os shinigamis, ambos respeitando o fato de Makkiu já notá-los.



Ambos tinham uma arma de aparência estranha, estas tinham o cabo que aparentemente possuíam quatro tentáculos e ambas possuíam um escudo brilhante que ofuscavam na face de Makkiu e Rurichiyo.

- Eu nunca vi essas pessoas.. Estou com medo...

Os assassinos então olhavam diretamente para Makkiu e se dirigiam ao mesmo.

- Watanabe-sama, acredito que está indo pelo o caminho errado. Nos estregue a Rurichiyo-sama por favor, e volte para a sala real.

Neste momento, Rurichiyo apertava as veste de Makkiu, enquanto enchia os olhos de lágrima, a garota nunca havia visto aqueles homens e ainda sim, não se sentia bem diante aquelas armas.

A região do lado de fora da sala não era muito largo, era praticamente um quadrado onde estavam cercados. A luz praticamente não entrava na sala e não havia outras portas. Era evidente que aquele lugar estava sendo guardado.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Ter 10 Jul - 22:28

Quando adentraram na passagem, a voz da garota perguntava pelo nome de Makkiu por nada além que cortesia, algo que não apenas ele como qualquer um seria capaz de notar facilmente e para todos os efeitos, Rurichiyo era sua refém. Não precisava, melhor, não deveria se dar ao trabalho de respondê-la especialmente quando em seu papel a interpretar estava por romper completamente as tradições de ascenção da nobreza.

Não era algo fácil quando seu próprio clã tinha usado e abusado dessas tradições para acabar como estava, acima a maior parte da nobreza, desde sua terceira geração. Na primeira, matriarca e patriarca eram Shinigamis da mais alta elite que acabaram na Guarda Real, na segunda estavam entre os quarenta Sábios e na terceira entre os seis Juízes. Podendo finalmente indicar Sábios, os Watanabe passaram a ser integrados em casamentos políticos nos quais recebiam os nomes dos clãs nobres em troca do poder que possuiam na Central, mas aos poucos, o nome Watanabe unia os clãs dos quais se tornaram linhagem secundária, os comandava com Major-Domus. Antes que se percebesse, eram nobres de próprio nome, por casamentos e alianças, por coisas que Makkiu deveria fingir ignorar.

Contando com Rurichiyo a desvantagem, quando saíram do túnel, era de dois para um. Estavam cercados e deveriam estar pressionados, mas não estavam. A garota estava assustada e prestes a chorar, o capitão a aproximava em um gesto que lembrava vagamente um abraço e mirando-a com seus olhos cor de sangue a distraía, a preparava em espírito para o que estava por vir.

- Sabe, é bom ver que confia no seu irmão, mas nossos níveis são muito diferentes até porque eu sou um dos professores dele. Dizia sereno, de forma absolutamente simples e compreensível, ignorando completamente o cerco. De forma simples, sou a pessoa mais forte desse castelo.

Os assassinos pareciam falar com os olhos, ameaças e ofensas múltilas, mas se calavam logo em seguida. Rurichiyo era tomada no braço esquerdo de Makkiu que parecia desparecer por um instante. Um instante, não fora preciso mais que isso para um tremular púprura recobrir cada um dos assassinos dos pés ao último fio de cabelo e para o nobre aparecer com aquela que no instante era sua protegida em frente à entrada da sala de registros.

- Peço que me desculpe por tê-los ignorado, mas eu estava no meio de uma conversa. Falava enquanto os guardas caiam inertes, pesados e com um baque surdo. E além de suas crenças serem erradas, negarei ambos os pedidos.

Estavam caídos os quatro, imóveis, derrotados. Suas espadas pareciam soltar os tentáculos de seus punhos, mas assim como seus mestres não se moviam. Com Rurichiyo em seu braço, Makkiu avançara contra cada um dos perceguidores em uma velocidade que apenas um capitão acompanharia e espalmara sua mão direita nas costas de cada um, aplicando-lhes sem afetar sua companheira de corrida, um mesmo Kidou.

- Estão vivos, sob efeito de uma técnica especial que devido ao meu nível de poder os manterá dormindo sem que nada além de mim possa acordá-los em uma semana, mas vivos. Explicava da forma mais simles e geral que imaginava. De nada adiantaria explicar o Hakufuku à garota. E não se engane, irei protegê-la apenas porque eu decidi que o faria.

Por fim estava diante da porta. A barreira era estável o suficiente para isolar à sala de registros por completo e mesmo que não fosse, Makkiu não dera tempo para que houvesse barulho capaz de alertar algum guarda do interior dela. Sem saber se a menina estava se segurando assustada e decidindo que o elhor era deixar ela mesma se descer, o capitão estende o braço e toca a porta de forma imponente: rompia-se à barreira.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 11 Jul - 15:47

Na sala real, o pânico parecia já ter passado deixando apenas ansiedade para o que estava por vir. Sakura permanecia com seu teatro fingindo estar chorando pela sua suposta filha sequestrada dentro de sua casa, Asura permanecia com sua expressão horrenda e pronto para avançar contra qualquer um que cruzasse a porta e entre os conselheiros, cochichavam um para os outros. A situação por enquanto estava sob-controle.

Por outro lado, Makkiu havia de fato adormecido e derrotado completamente os guardas porém ainda sim não mudara o fato de Rurichiyo estar assustada com a situação. Sua primeira vez que havia testemunhado um combate.

Você não me disse seu nome. Esta era a vontade da garota em dizer, porém o medo sobre aquela pessoa em sua frente havia tomado sua fala, mesmo se a mesma disse que iria protegê-la. Talvez o único motivo de a garota não começar a chorar, fora os olhos de Makkiu que de uma certa forma passava calma e confiança a garota quando estava prestes a se desesperar.

Com a barreira quebrada, a sala finalmente poderia ser acessada, porém as coisas não sairiam como desejado.

A sala era ampla e vasta com várias estantes preenchidas por centenas e centenas de papéis, logo a entrada, havia um balcão onde costumava a ter pessoas trabalhando. Computadores aos cantos da sala e uma forte iluminação. Assim era a sala que Rurichiyo costumava a ver, porém já fazia algum tempo que a garota não entrava naquele local, desde quando colocaram a barreira. Era evidente uma criança querer brincar em tal ambiente. Um vasto caminho para correr, papéis para amassar, prateleira para subir.

- O que aconteceu?

A voz assustada da garota ecoava a entrar na sala. Já não era mais como antes. Todos os armários e prateleiras estavam caídos, papéis rasgados por toda a sala, computadores destruído e iluminação também se estendia em cacos de vidro pelo o chão, porém a cena mais horrenda era os antigos servos que trabalhavam naquele ambiente enforcados nos suportes que antes sustentavam a iluminação. De fato a barreira não protegia os arquivos, e sim o que havia sido feito ali dentro. Uma limpa completa de fichas e arquivos impossibilitando informações sobre os Kasumioji ou sobre seus subordinados, que era o que vinha a questão.

Havia centenas de arquivos ali de importância, então era evidente que as pessoas que fizeram aquilo poderiam ter copiado aqueles arquivos que estavam presente na sala.

A expressão horrenda de Rurichiyo que permanecia ao lado de Makkiu se dirigia aos corpos, mortos e sem vida, pendurados pelo o pescoço. A garota nunca havia testemunhado tal coisa.

Por fim, uma pessoa surge das sombras por trás de Makkiu e Rurichiyo, como se houvesse seguido os mesmos. Este tinha uma reiatsu calma e ainda sim fraca, mais fraca do que os últimos assassinos e uma voz nervosa até um pouco infantil, gaguejando de preocupação enquanto sua face era oculta na escuridão.

- Ai meu deus, precisam vir comigo não temos muito tempo !!

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qua 11 Jul - 22:44

Quando chegaram no interior da sala de arquivos, o lugar estava devastado. Mobília caída e quebrada por todos os lados, maquínario destruído e livros rasgados. Não sobrava algo além da semelhança de cada partícula espirtual como elo entre os documentos e materiais. É o bastante. Pensava Makkiu no instante em que sentia o corpo de Rurichiyo tremer em seu braço.

Pensara por um segundo se muito. Período muito pequeno para que a garota inexperiente que carregava pudesse ver mais que um relance de todo o dano, mais do que sombras dependuradas dos cadáveres em putefração, mas suficiente para que Makkiu, em um misto de urgência e cuidado sutil virasse o rosto dela para sua direção.

O odor da carne em decomposição seria um problema para ela e por isso, sem pensar duas vezes, ele encostava o rosto dela em seu ombro. Se ela acabase se movendo demais por causa da náusea, acaberia vendo algo muito mais que marcante, porém simplesmente impedi-la de olhar não aplacaria seu medo, não a protegeria. E havia decidido protegê-la.
- Não olhe. Dizia sério com a mão direita sutilmente sobreposta à cabeça de Rurirchiyo. Ainda é cedo demais para os seus olhos encararem uma cena que não foi feita para ser vista.

Nessa altura, chegava uma Reiatsu que há muito Makkiu percebera. Pelo nível e nervosismo, julgara não ser um assassino e decidira ignorar. Se fosse algum oponente bastaria vencer, mas a voz fraca e um tanto infante parecia confirmar que a primeira impressão do sensor fora correta. Ainda assim ele não baixava a guarda e isso era visível ainda que ele permancesse de costas à figura recém chegada.

- Desculpe-me, mas quem seria você?
Falava retirando a mão dos cabelos da garota Kasumioji. Eu decidi que vou proteger essa garota então não posso simplesmente ir para qualquer lugar com alguém que desconheço.

Nem mesmo era preciso saber da habilidade sensorial do capitão para dize rque ele estava pronto, que um movimento em falso bastaria para seu tornar se alvo. Bastaria olhar sua postura inquisidora, algo que a jovem Kasumioji não poderia sequer notar, não com o nível de poder dela. Melhor assim. Pensou ao lembrar do medo que tomava à garota.

- Vim até aqui pelos arquivos, e irei levá-los comigo.
Seu tom de voz era pacífico, mas tão intenso que parecia uma calmaria antes de uma tempestade anunciada.Irei recontruir esta sala completamente e agora mesmo.

O som inconfundível do desembainhar de uma lâmina era ouvido e no instante seguinte, um Battoujutsu absolutamente perfeito, um risco de luz que parecia se tornar uma rajada de chamas azuis e fátuas tomava a sala. A luz clara rompia às sombras do lugar todas, inclusive as que escondiam a face recém-chegada. Um segundo depois, silêncio e luz, mas não mais azulada. O Shikai que acabara de ser liberado em Eishou Haki desparecera e em seu lugar eram luminárias que deixavam o lugar meio-claro.

- Bakudou Nº 26, Kyakko.
A técnica acertava, assim como seu bradar, os corpos dependurados e os ocultava por inteiro. Pena que não fazia o mesmo com o odor. Está tudo bem agora, não tem mais nada de assustador para ver aqui,mas mantenha seu nariz coberto.

A voz de Makkiu era tão serena que parecia permeada de gentileza. Uma gentileza quente que ressoava em perfeição com o carmesim de seus olhos. Com Rurichiyo ele seguia aos arquivos e procurava os que lhe interesavam: a contagem de gastos e pessoal do mês anterior. O ambiente interiro parecia ter sido curado.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qui 12 Jul - 15:45

Rurichiyo já não era capaz de ver mais nada e nem sequer sentir também, apenas faria o que Makkiu quisesse sem expressar nada. A garota já não sabia mais o que era certo ou errado.

A pessoa então atrás de Makkiu e Rurichiyo sai das sombras revelando seu rosto, era um pouco mais velho que Asura e parecia ser um dos criados da família.



Kenryu, assim se chamava aquele servo que não havia se destacado naquela família, já esperava que Makkiu reconstruísse a sala, não iria deixar aquilo ficar daquele jeito. Kenryu apenas assistiu a sala ser reconstruída e Makkiu ir dentre a mesma em busca dos arquivos.

- Estranho não acha?

Kenryu se referia assim pelo o fato de todos os arquivos estarem em branco, tudo. Não havia nada gravado naquele local.

- Eu mesmo peguei os arquivos por completo e troquei todos os papéis por outros em branco, os livros também. Levou um tempo, mas eu consegui. Depois sim a sala foi destruída. Não os subestime taichou-san, assim como eles não irão subestimá-lo.

A voz do garoto já era mais tranquila e sem preocupações, se quisesse atacar Makkiu já teria feito, porém isto ainda não havia acontecido pois ele não era se inimigo.

- Esta sala não fora destruída para os arquivos irem com ela, e sim pois os arquivos foram roubados por mim por ordens de alguns conselheiros e outro que no começo disso tudo não apoiavam a ideia de controlar a família real, descobriram que esta sala era uma farsa e pretendiam contar para Sakura-sama e contatar o gotei em sim. Neste caso, fora decidido que era melhor eliminar o empecilho. Os conselheiros leais e a sala.

Kenryu tentava falar da maneira mais simples possível, porém talvez isso não era capaz de ser feito vista a situação. Uma coisa interessante, era que Kenryu carregava uma zanpakutou, e o mesmo tinha vestes que lembrava um shinigami.

- Estou disposto a conversar taichou, visto que mesmo com suas habilidades o senhor está no escuro aqui. O senhor não tem nada e a vida de Sakura e seus filhos acabarão no pôr-do-sol.

Kenryu não possuía uma voz serena, ou reconfortante, sua voz era fria e sólida, passando assim o pesar de suas palavras.

- Não direi mais nada, se queres conversar então me siga.

Kenryu, então apenas tocava na parede que Makkiu acabara de restaurar o brilho junto com a sala, e então a mesma sedia dando assim uma passagem que era tomada pela a escuridão e parecia não ter fim.

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Qui 12 Jul - 20:02

Makkiu verificou alguns livros ainda com Rurichiyo em seu braço. Àquela altura já não sabia se a estava segurando ou se ela havia congelado enquanto se prendia a ele. Teria sido muito fácil encontrar as informações bem organizadas, na verdade esperava que houvesse uma armadilha para que um vez rompida a barreira toda a sala fosse destruída. Teria sido mais fácil colocar uma proteção nos registros entre a quebra da barreira e ativação da armadilha. Pensou ao notar que livros e registros estavam em branco.

A figura que residia nas sombras começava a falar. Seu tom era o dos nobres que querem parecer superiores e recebia a atenção que Makkiu sempre achou digna para estes, ou seja, nenhuma. O capitão seguia rapidamente para os computadores que também haviam sido restaurados, mas sempre com o cuidado de evitar proximidade dos corpos dependurados que, como o odor pútrido fazia questão de lembrar a todos, mesmo que não pudessem ser vistos, permaneciam ali.

Era preciso verificar os computadores, os modelos dos registros eram feitos neles e mesmo que apagados, seria possível recuperar com a codificação correta. Felizmente os nobres eram ostentadores e se não por vontade, para não darem indícios de problemas econômicos, algo que convidaria opositores a se aliarem e poderia criar um problema real. Tudo deveria ser sempre o melhor ou o mais tradicional e os melhores computadores da Soul Society são tão potentes que precisam ser ligados diretamente às fontes de força, isolados e insabotáveis, tornando a troca uma interferência na fonte de energia, algo tão evidente quanto se denunciar aos berros.

- Eu já esperava até por suas falhas e deveria ter me atacado, embora mesmo sendo um Shinigami seja realmente fraco. Falava sem olhar o rapaz enquanto fazia uso da mão direita para digitar em uma velocidade simplesmente absurda. Cometeram um erro crasso: trocaram papéis e arquivos, mas não os computadores.

Comparado ao aprendizado da remodelação tecnológica feita por Kyomi no sistema do Departamente de Desenvolvimento e Tecnologia, recuperar cada pedaço de informação daquele computador era muito mais que simples. Makkiu aprendera por meio das anotações da irmã e acompanhara externamente os progressos feitos por Tethys, a pessoa que mais entedia de medicina depois dele e a única em Seireitei que entendia de tecnologia mais que ele. Não precisaria nem mesmo de paciência, poderia reduzir o procedimento todo a uns poucos segundos.

- Claro que eles estão conectados diretamente às instalações elétricas e isso acabaria com o sigilo de seu trabalho, mas sabe, os programas usados aqui ficam muito aquém dos do Gotei. Dizia ainda sem encarar o rapaz enquanto preparava para imprimir os arquivos que lhe interessavam. E você também cometeu seu erro crasso: se os conselheiros leiais estão mortos então preciso de informações sobre os demais.

Se os que serviam de verdadeira lealdade os Kasumioji, estão mortos sobram apenas traídores. Isso Makkiu poderia descobrir por meio de sua percepção embora a noção de agir novamente como um detector de mentiras lhe fosse chata. De toda forma o comentário do rapaz dera informação suficiente para que ele fosse dispensado

- Já recuperei a criptografia de tudo e achei, junto de tentativas seguidas de alteração do sistema, aquilo que queria. Inciava-se o processo de impressão do que era preciso para pressionar os certamente já desesperados conselheiros. E sobre minhas habilidades, é você quem está no escuro ou vai me dizer que sabia que posso alcançar a mesma velocidade da capitã de Sakura?

Pela primeira vez Makkiu olhava para aquela pessoa que era a única a fazer compania a ele e à catatônica Rurichiyo. Tinha cabelos levemente ondulados e olhos verdes foscos além de um rosto afinado e trajava por sob o Shihakusho vestes típicas de criados do clã Kasumioji. Falara da vida de Sakura e seus filhos, mas ao contrário de Makkiu, que não se abalava com a frase, não fazia ideia da real extensão dos poderes de Kishin. O nobre não se abalava de fato, mas pensava em quantas informações o rapaz poderia ter.

- Se quiser conversar, sugiro que fale agora e que fale algo que eu considere útil, do contrário "o verei como um impecílio". Enfatizava as palavras que o rapaz dissera as tornando uma ameaça que embora fria, assim como toda a conversa até então, tinha da parte do capitão uma educada e natural formalidade unidada a uma serenidade absoluta. E como jamais subestimo nada sob qualquer circunstância, garantirei que não fale mais.

Haviam sido dadas respostas para cada falha de tratamento do Shinigami: ele não tinha atacado e nem adiantaria fazê-lo, ele não podia fugir, Makkiu jamais subestimara o que fosse e não estava às escuras por uma simples brecha deixada. Àquela altura deveria estar claro que ele só estava de pé porque até então haviam coisas mais urgentes que se preocupar com ele

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Kasumioji Asura
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Sex 13 Jul - 0:50

Kenryu se mantém pasmo pela a habilidade do capitão, porém isto já era de esperado. Kenryu manteve a calma enquanto Makkiu dizia tudo que lhe era necessário, e então depois disso voltou a olhar para o shinigami.

- Dê uma olhada no que acabara de imprimir.

Kenryu fechava seu olhos enquanto Makkiu olhava os registros de verba e gastos da família. Estava claro que dinheiro havia sido desviado, porém o dinheiro desviado era dividido igualmente para todos os conselheiros, não sobre saindo nenhum deles.

- Não acha evidente que, com tantos cuidados que tomamos, deixar os computadores com arquivos que fosse comprometedores seria muita burrice?

Kenryu então novamente abria seus olhos e se dirigia ao shinigami.

- Ainda não há necessidade de saber meu nome ou quem eu sou. Os arquivos no computador não fora alterado, o que você vê é a verdade. O dinheiro corrompido é desviado igualmente. Nenhum daqueles velhos precisam de dinheiro, apenas desviam para exatamente dar a você o trabalho de vir procurar. Enquanto eles se movem para tirar a vida dos Kasumioji's.

Kenryu então parava para respirar e então, tirava um pequeno relógio de seu bolso e o mesmo conferia o horário.

- Não há muito tempo. Lembre-se do que eu disse, no começo morreram muitos e todos ficaram contra os Kasumioji's, com o passar da semana cerca de 20 há 30 conselheiros deram para trás e desistiram de aplicar o ataque, porém ainda sofrem ameaças, sem falar que os que foram mortos no começo foram substituídos e nem todos apoiaram o ataque. Não vou dar nomes ou o número exato. Posso lhe dizer que sei tudo que precisa, e que mais do que qualquer um deles eu sei muito bem sobre quem é o senhor e não o subestimo eu falei exatamente o que queria falar, se descobriu algo é porque assim eu quis. Agora... Se ainda tiver mais alguma coisa que queira tratar antes de o senhor poder me seguir e então começarmos a falar das esperanças que restam a esta família.... Fique a vontade para falar algo, acho que temos ainda...

Kenryu então voltava a verificar seu relógio.

- 15 minutos.

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Makkiu Watanabe
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Sab 14 Jul - 1:24

Makkiu ajustou Rurichiyo em seu braço para segurar com a mão esquerda os papéis que obtivera. Àquela altura ele dava mais atenção a saber se a forma como a garota Kasumioji se segurava não acabaria adormecendo seu ombro de que nas palavras do rapaz que se mostrava um adepto realmente perfeito das mais irritantes e inúteis tradições da nobreza o que em palavras curtas e desprovidas de eufemismo significava ser um falastrão.

O rosto de Makkiu estava mais impassível do que de costume. Reposicionara seus passos para a porta, agora de saída, da sala e com o mesmíssimo passo pelo qual adentrara por ela seguia para deixar o lugar. A respiração de Rurichiyo tornava-se mais forte em seu ombro. Melhor me apressar antes que seja tomada de náusea, pensou. A garota não aguentaria muito mais tempo com o rosto em seu ombro e o cheiro era forte demais por natureza. Para ela, insuportável.

Duas palavras se destacaram de tudo que fora dito pelo enganado criado. Quinze minutos. Primeiro, apesar de ser noite, ele citava o pôr do sol e agora reduzia o tempo a um quarto de hora. Talvez fosse pelos títulos e tratamentos formais não abalarem o nobre ou simplesmente por todas as suas palavras sequer conseguirem atenção, ao contrário da garota que parecia se encolher no braço do capitão.

- Quinze minutos é tempo até demais para mim.
Ignorava, a exemplo das palavras do rapaz, a passagem secreta que tinha aberto na lateral da sala. E a título de informação, você deduzui errado: eu não estava buscando movimentação financeira, apenas uma lista de quem vou interrogar e isso eu já tenho.

Se não fosse pelas informação que tinha, àquela altura o tal rapaz estaria fadado a uma semana de sono pelo Hakufuku. Mais que isso se não fosse pela presença de Rurichiyo que mais do que à Sakura ou a Asura, Makkiu prometera a si mesmo que protegeria. Sempre teve esse péssimo, incomum e imutável hábito de cumprir todas as suas promessas.

- Vamos deixar tudo bem claro: eu decidi ajudar os Kasumioji e não pedir por ajuda.
Deixava para tráz do Shinigami e sem intenção de permanecer ali. Mesmo acostumado às batalhas e autópsias não era louco para querer se demorar naquele ambiente pútrido. Se quiser ajudar o considerarei como aliado até que me atrapalhe ou deixe de minimizar algum dano, ou faça seu primeiro movimento em falso.

Seu tom de voz fazia parecer que estava falando uma coisa como um cumprimento, trivial. Nunca é preciso fazer diferente, silenciar e exigir apenas poucas palavras. Essa era uma lição que os herdeiros da nobreza eram forçados a aprender desde muito jovens se quisessem sobreviver no jogo de interesse existente em suas próprias casas, quanto mais simples uma ameaça parecesse de ser cumprida, mais seria vista quão verdadeira era.

-Estou indo para a sala em que me esperam e posso chegar lá em menos de 15 milésimos de segundo.
Deixava a sala olhando de relance para àquela figura estática que unia orgulho convenções contrárias a seus atos e palavras. Apresente-se e venha me falar, suma da minha frente ou se suicide me enfrentando. A escolha é toda sua.

Deteu as palavras ao passar pelos umbrais da porta. Os assassinos estavam lá fora, caídos e em silêncio. Não havia qualquer sinal de aprximação De certeza logo haverá, pensava aproximando-se cada vez mais da entrada secreta pela qual fora guiado àquele lugar. Estava satisfeito por ter memorizado o caminho pelo qual poderia voltar sem ter que abrir passagens e uma dúzia de danos no palácio, mas estava muito mais satisfeito em deixar o cheiro dos cadávares em putrefação

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Sab 14 Jul - 20:05

Kenryu já esperava por uma situação complicada, fazer assim um capitão escutar suas palavras seria realmente algo desafiador, porém ainda sim Kenryu tinha algumas coisas a dizer a Makkiu antes que ele deixasse o local. A situação se agravava conforme a conversa passava, aos poucos, a sala real começou a ficar agitada.

Na sala real, Asura ainda permanece pronto para atacar enquanto sua mãe chorava como se algo realmente tivesse acontecido. Os conselheiros já não se agitavam tanto e movimentações de serviçais poderiam ser sentidas a distância. Em meio terror, as luzes se apagam e todos então se abaixam ao ouvir ataques contínuos, um após o outro. A luz então na sala começara a piscar e então um a um era capaz de ver aqueles conselheiros sendo mutilados na frente de Asura e Sakura. Diante de tal terror, antes que Asura fosse capaz de fazer algo, as luzes acedem novamente e todos ali estavam mortos e apenas um assassino permanecia em frente ao shinigami.

- Mas o que?!

A reação de Asura não fora rápida o suficiente. O assassino então perfurava seu próprio coração enquanto dizia suas últimas palavras.

- Tomara a decisão errada.

Então aquela sala vasta e limpa fora manchada de sangue em todo lugar. Os únicos que se mantém vivos ali era Asura e Sakura ainda em choque.

Voltando a Kenryu, o shinigami vira para Makkiu onde pronunciava para o shinigami.

- Não sei se fora capaz de sentir o que acabou de acontecer, porém é a verdade. Mas não se preocupe, antes de você chegar todos os conselheiros foram tirados e substituídos por atores apenas para garantir a segurança dos mesmos. O golpe esta por vir.

Kenryu então voltava a olhar para o relógio.

- Aqueles dois lá em cima estão em perigo. Dez minutos.

O ar na sala começara a se tornar mais pesado, um simples criado querendo a atenção de um capitão enquanto uma criança agora dormia nos braços de Makkiu. Não era capaz de dizer se o fim estava próximo porém Kenryu sabia demais para um simples criado. De fato era um shinigami curioso, porém este não tinha interesse em escolher lealdade ou traição e sim sobrevivência. Ele estava disposto a cooperar com Makkiu, porém o capitão teria que receber ordens dele e para isto acontecer Kenryu teria que realmente colocar Makkiu nesta posição. Não se sabia o que aconteceria em seguida, visto que os supostos conselheiros serem uma fraude e serem mortos significa que as mentes por trás disso tudo já esperava um possível golpe de Makkiu para recuperar o poder da família real.



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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Dom 15 Jul - 17:36

Makkiu seguira em frente com a agora adormecida Rurichiyo em seu braço e uma pilha de papéis em sua mão esquerda, fazendo as mangas de seu Haori se moverem sutilmente, mas os acontecimentos não eram sutis e os ataques na sala em que esperado eram percebidos. Em seguida, Kenryuu se aproximava pela passagem tão tenso quanto a situação na qual estava. Falava, olhava seu relógio e voltava a falar, mas receber qualquer atenção.

O modo como o nobre parava de se mover fazia parecer que ele estava muito mais preocupado com o sono de sua protegida, mas não era isso. Antecipara que fizessem um ataque aos Kasumioji em sua ausência até porque fazer em sua presença seria o mesmo que declarar guerra ao Gotei, não que a situação não já tivesse chegado nesse ponto. No instante seguinte, o plácio parecia tremer, não apenas o palácio, mas o chão e até mesmo o ar, tudo parecia se tornar pesado e entrar em movimento, tudo parecia se tornar sufocante para todos, ou melhor, quase todos.

Makkiu, que agradecia pela Kasumioji não estar acordada naquele momento, não demonstrava qualquer alteração em seu semblante. Era como se nada tivesse acontecido para ele enquanto baques pesados dos mais variados tipos poderiam ser ouvidos por todo o palácio. Àquela altura, não havia ninguém além dele de pé. Seu Reiatsu havia tomado todo o terreno, detendo a todos e sinalizando a Seireitei uma convocação. Em pouco tempo o lugar seria cercado e cada um que estivesse ali, levado para investigação.

- Eu descobriria que eram atores ao interrogá-los, o assassinato deles só abrevia isso.
Dizia com uma voz que parecia irônica por se manter serena em meio àquela Atsuki Reiteki. Eu pretendia pedir desculpas a todos por escrito, mas já que você está aqui e abreviou minha conclusão em alguns milésimos, vou deixá-lo acordado e explicar isso como retratação: o fato dos conselheiros não estarem aqui, não muda o fato de estarem em Seireitei.

Durante pouco tempo ficou imóvel, até que após àquelas palavras se voltasse ao Shinigami de cabelos negros e olhos verdes foscos que estava caído, incapaz de ao menos fitar os olhos escarlates de Makkiu. Os Kasumioji estavas vivos, mas havia uma Reiatsu desparecendo. Deve ser o assassino, pensou Se pretendia explicar algo então era melhor que o fizesse logo ou perderia uma fonte de informação.

- Seireitei é cercada por uma barreira de Sekkiseki que é suspensa por um Kidou de larga escala. Essa barreira fixa-se sob forma de muralha ao redor da cidadela no instante em que alguém invade seu perímetro exceto por quatro pontos, os chamados portais, dos quais não se pode passar sem autorização.
Explicava a apontar para as orelhas como que sinalizando o silêncio: não havia alarme de violação da barreira. Apesar dos únicos documentos válidos na Soul Society virem da Central e do Gotei, mesmo os Shinigamis de cargo mais elevado precisam entregar relatórios para explicar as razões de deixarem Seireitei, ou seja, os portais são guardados constantemente por Shinigamis com ordens para levar sob custória quem quer que tente atravessá-los.

Os nobres tinham poder pelos cargos que ocupavam na política, por tradição. O clã Watanabe, que se tornou nobre graças aos méritos de combate o terem permitido os mais altos postos políticos, que o diga. Na prática, família nenhuma poderia fazer documentação válida, sequer tinham o material para isso. Simplesmente não poderiam usar identidades falsas e nem sair em um grupo tão grande para Rukongai.

- Infelizmente para os conselheiros, todos os grandes artefatos da Soul Society são de responsabilidade do Kidoushuu: Senkaimon, Soukyoku, Kidouhou e também as muralhas que envolvem Seireitei.
Era realmente muita falta de sorte, para os conselheiros, ter sido logo Makkiu a se envolver. Em outras palavras, os portais estão sob meu comando e quando assumi meu posto oficializei que para cada tentativa de suborno negada, o Shinigami receberia além do valor prometido pelo aliciador, um adicional.

Nada vale mais que honra, mas nem todos tem honra e para estes o que vale é o poder. Makkiu lidera com poderes absolutos o clã mais rico da Soul Society, pode simplesmente dizer aos subornáveis: eu cubro qualquer oferta. Os guardas já estavam tão corrompidos que eram simplesmente incorruptíveis.

- Para completar, cada lado da área aberta da barreira é guardado initerruptamente por cinco Shinigamis, um para cada ângulo de ataque possível.
Novamente apontava ao ouvido: sem alarme, não foram para Rukongai. Mesmo que os assassinos fossem capazes de exterminar os guardas, não seriam capazes de evitar que ao menos um cadáver caísse em um ponto que desce a muralha.

Não havia sequer um guarda de portal que não fosse leal ao nome de Watanabe. Ao nome e ao dinheiro. A eficiência com a qual cumpririam seu dever era inquestionável, fosse por honra ou não. Os encanamentos de Seireitei não tinham vazão em Rukongai portanto havia um único caminho que não um esconderijo na cidadela dos Shinigamis. Pena que esse caminho era igualmente monitorado pelas tropas do 4º Esquadrão.

- Claro que poderiam ter ido para o mundo humano. Seria um favor, na verdade.
Dizia voltando a caminhar, ainda com seu Reiatsu a pesar sobre todos. Como acha que sempre abrimos o Senkaimon em um lugar conveniente? Rastremaos a distorção dimensional que ele causa, arquivamos os dados de controle e sempre que alguém ligado à nobreza vai ao mundo humano, apagamos os rastros da existência dele naquele mundo.

Não havia como terem qualquer suporte no mundo humano. Assassinar os guardas designados por Crisântemo para proteger o portão do clã Kasumioji apenas os levaria a um local fácil de definir e em que estariam completamente indefesos. Quantas horas o Gotei levaria para encontrá-los em Seireitei? Era tão certo que fossem poucas quanto era certo que a única saída que os restava era a filha de Sakura.

Ao chegar na sala em que acontecera os assassinatos, Makkiu sequer soltara Rurichiyo, afinal mesmo que o tivese feito não haveria ali quem a pudesse segurar, atravessara a sala e acabara por chegarar ao assassino caído e arquejante. Envenenado, confirmava ao medir o pulso do traidor. Com a mão direita retirara um pequeno frasco plático com ácido sulfúrico concentrado e o usava para um Shimoku.

Com um controle extremamente complexo de Reiatsu, Makkiu dosava o ácido o usando como agente desidratante e retirando o veneno. Em seguida retirava um frasco de vidro e usava o Kidou medicinal para reidratar o assassino. Retirava-o a espada e aplicava o Chiyuudou, curando o ferimento no coração em um piscar de olhos. Agira em menos de dez segundos com capacidades que qualquer um não dominaria em menos de dez anos.

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Última edição por Makkiu Watanabe em Ter 17 Jul - 13:54, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Seg 16 Jul - 19:25

Enquano Kenryuu estava no chão, o shinigami fora capaz de notar aquela grande pressão espiritual, ainda mais, pois estava no chão. Ainda acordado, Kenryuu se dirigia a Makkiu.

- Não poderia esperar menos do capitão, porém ainda sim Makkiu a coisas além de sua compreensão que ocorrem aqui. Talvez eu não fora capaz de persuadi-lo, porém também não ache que isso acabou.

Kenryuu tentava passar firmeza em suas palavras antes de finalmente apagar.

- O verdadeiro ataque está por vir e a garota Kasumioji vai ser a chave para isso. Você não vai encontra-la, pelo menos não até ela ter o poder para destruí-lo.

De repente, algo extraordinário ocorreu. O relógio que Kenryuu carregava, começou a emitir um som estranho e então, Kenryuu se descontrolou.

- Não !!! Eu ainda posso !! Nããõ !!

Então, em apenas um segundo, o shinigami explodira deixando apenas uma espada que aparentemente estava dentro dele, O sague jorrava para todos os lados enquanto seus orgãos desapareciam. O relógio desapareceu com a explosão. A única coisa que restara era uma espada que estava muito queimada e esfumaçando de tão quente que estava, aparentemente estava gasta também. Kenryuu estava morto.

Quando Makkiu, chegou a sala, Sakura estava ainda no chão pelo o efeito da pressão espiritual, ela tentava alcançar Asura mesmo não podendo se mexer. Asura ainda olhava para o assassino ainda no chão.

- Taichou.. Me desculpe foi tudo muito rápido..

O shinigami tentava falar com Makkiu mesmo dentro de toda aquela pressão espiritual, Sakura tentara o mesmo.

- O que está acontecendo?

Sakura não havia entendido nada do que acontecera, e até então achava que seus conselheiros estavam mortos. A nobre mulher já não aguentando mais o ambiente, pedia para Makkiu deixa-la levantar.

- Watanabe-sama, poderia me deixar levantar junto com meus filhos ou ainda somos reféns seus?

Eram palavras de desespero de uma mãe que desejava acariciar sua filha mais uma vez. Enquanto isso, Asura começava a tentar se erguer mesmo com a pressão espiritual, porém não obtendo sucesso continuava ainda preso ao chão, e de lá faz seu relatório.

- As luzes se apagaram em um instante, no outro, começou a piscar e um a um todos os conselheiros foram mortos, quando a luz voltou, aquele cara se suicidou. Ele deve ter feito algo comigo, visto que eu não fui capaz de me mexer.

Asura rapidamente fazia um relatório para seu capitão, porém ainda não sabia o que fazer agora.

- Conseguiu o que queria? Achou minha filha?

Era evidente que não tinha como achar a filha de Sakura de dentro da mansão, porém o paradeiro de uma filha para uma mãe negava todos os fatos pequenos. Independente de onde vinha, Sakura queria saber se havia alguma coisa sobre sua filha. [/i]

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MensagemAssunto: Re: Palácio Kasumioji   Ter 31 Jul - 15:24

As palavras de Asura rompiam o silêncio quando Makkiu começou a reduzir o alcance de seu Atsuki Reiteki para que os Shinigamis que se dirigiam ao local em resposta ao seu Reiatsu pudessem tomar o palácio a partir de um cerco. Ao seu lado, Sakura ainda interpretava o papel de refém, ao contrário do filho. O assassino estava à sua frente, acordado e imóvel, como todos os demais no palácio. O avanço do cerco acontecia sinconizado à redução do alcance da técnica exatamente como se esperararia de em um movimento ensaiado, apesar de não ser um.

Concentrava-se em sua percepção para acompanhar o movimento dos Shinigamis, mas eles não deveriam ser sua única prioridade. Inimigos são boas fontes de informação mesmo mortos, e havia deixado inconscientes mais quatro asassinos além do que acabara de curar. Seria uma fonte informação trabalhosa, esta última, caso mordesse a língua. Parar a hemorragia e transplantar outra língua seria simples, mas se teria que imobilizá-lo para isso, melhor poupar tempo o colocar para dormir com o Hakufuku desde já.

Com o quinto prisioneiro adormecido, Makkiu finalmente poderia voltar sua atenção para Asura que tinha pedido desculpas por não agir a tempo, para Rurichiyo que continuava a dormir em seu braço e para a confusa e desesperada Sakura. Normalmente responderia os Kasumioji na ordem em que haviam falado, prestaria atenção à morte do Shinigami de cabelos negros crespos e olhos verdes foscos, mas naquele momento era a matriarca daquele clã que precisva de atenção.

- Sua filha mais velha não está aqui e embora entenda seu desespero, Kasumioji Sakura, devo lembrá-la de que o objetivo era a lista de funcionários. Respondia a dividir sua atenção entre controle da extensão de Atsuki Reiteki, Rurichiyo e Sakura. Saiba que os verdadeiros conselheiros não estão mortos e que consegui o planejado.

Havia respondido primeiro a questão que mais atormentava àquela mulher. Certamente ela cairia em si e buscaria mais sua filha mais nova que surpreendentemente conseguia dormir em meio a tudo aquilo. É mais seguro se eu transportá-las pessoalmente, mas não terei tempo para isso. Pensava o levantar logo apos finalizar o Hakufuku. Melhor reduzir o percurso e usar o Senkaimon da casa principal de meu clã.

- A encenação acabou, mas não poderei deixá-los levantar ainda. Falava com um tom sereno e tranquilzante. O castelo está sob meu poder para garantir que ninguém nele se mova e fuja, sem exceções.

Por um instante pensara em repreender Asura por ter se esquecido de manter a encenação, mas Sakura traira-se tanto com suas palavras que não fazia sentido repreender apenas ele. Melhor deixar isso de lado, criticar uma mulher tão desesperada seria quase o mesmo que tortura psicológica. Ela era testemunha e não prisioneira.

- Assim que os Shinigamis chegarem a este lugar, vocês duas serão levadas ao Mundo Real pelo Senkaimon daqui e de lá, os Shinigamis abrirão o Senkaimon da casa principal de meu clã. As palavras eram imperativas e deixavam claro que estava definido: seria assim. Asura deverá atuar na investigação e será relocado para o alojamento do esquadrão.

Levara ao menos um terço de hora para que o lugar fosse tomado por membros do Yonbantai. Com Atsuki Reiteki removida, Makkiu entregava Rurichiyo nos braços da mãe alertando que ambas deveriam descançar pois seriam interrogadas em dez horas e deveriam responder todas as perguntas, mesmo as que revelassem segredos do clã ou acabariam interrogadas e sem opção além de falar.

Feito o aviso, ordenara que os cinco assassinos fossem levados para interrogatório e que todas as armas encontradas pelo caminho fossem levadas para análise. Por fim convocara seis Shinigamis e solicitara uma Jigokuchou com a qual enviara uma ordem ao quartel general de Tulipa. Quando o grupo formado por capitão, seis Shinigamis e duas nobres chegou em frente ao Senkaimon do clã Kasumiji, a Jigokuchou retornava com outras sete.

Por ordem de Makkiu, o próximo Senkaimon aberto no Mundo Real seria concecatado ao da casa principl do clã Watanabe. A escolta seria simples: cada um com uma Jigokuchou, passariam ao Mundo Real sem atravessar o Dangai e tão logo estivessem no mundo dos humanos, o sexto Shinigami abriria o Senkaimon que levaria as nobres a seu abrigo. O Capitão voltara à sua sala quando uma das Jigokuchou do grupo de Shinigamis voltara sozinha a entregar a mensagem de que a operação fora concluída com sucesso.

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