Versão 3.0 - Time Break

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 Mansão da Familia Hinuzuki

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Hyumi
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MensagemAssunto: Mansão da Familia Hinuzuki   Seg 9 Ago - 2:53

Hyumi gostava de ver as crianças da mansão brincarem por ali em suas horas vagas, e quando repreendidas elas logo respondiam.

-Temos permissão da Hyumi-sama!

Isso era um deleite para ela, que as vezes até se permitia entra no meio da brincadeira.



Mas seu lugar de paz, onde nenhum dos familiares alem dos irmãos Hinuzuki entravam, era um lugar dado para eles, lá era o lugar que os mais velhos não podiam mandar em nenhum servo, sendo assim, sempre que Hyumi e seu irmão viam alguém cansado era mandado para aquele local para fazer um chá, o qual ambos gostavam de fazer sozinhos, deixando o serviçal descansar um pouco.

As crianças também era permitidas ali pelos irmãos, mas apenas se ambos autorizassem, afinal ali era um lugar mais para descanso.

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June Tethys
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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Ter 5 Jun - 16:40

Finalmente, a Hyumi-sama havia regressado. Nosso encontro foi no bar, e posso dizer que adorei. Agora, achei que seria uma boa surpresa fazer-lhe uma visita em sua casa... Melhor, mansão! Kufufufufu! Neste perspectiva, eu de frente para a casa, isto não é uma casita qualquer! E só de imaginar que isto tudo deves-se à família a que pertence... É bom ter bons antecedentes.

Caminhava, indo em direcção das portas. Perguntava-me que iria me receber... Empregados? Mordomo? Quem seria?

-Ah?

Kufufufufu! Nem um, nem outro! Parece que vou ter companhia mais cedo do que pensava. Podia sentir duas pessoas a aproximarem... Hyumi-sama e o... Makkiu-sama! Quem diria! Que coincidência! Nunca esperei encontrar-me com os dois!

-Que bom! Eu esperava apenas estar com a Hyumi-chan, mas é sempre bom ter mais companhia, especialmente de alguém como o Makkiu-sama.

Fiquei à espera deles. Certamente, também já teriam dado pela minha presença.

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Ter 5 Jun - 17:16

Hyumi e Makkiu haviam saído da sala do mesmo.

Citação :
- Algo como a chegada de um nobre gravemente ferido causa rumores. Falava o nobre colocando os braços por dentro das mangas do Shihakusho. Especialmente na divisão médica.

Hyumi notou o tom da voz de Makkiu.

-Oh, ele está ferido, com um corte superficial de cinco centímetros no braço, isso para meu pai é um ferimento gravíssimo - ela tentava conter o riso.

Citação :
- Teria sido mais lógico dizer que seu
pai estava ansioso com uma reunião de negócios hoje à noite e que para
acalmá-lo você veio falar comigo.
Seguiam pelo corredor rumo à casa da Shinigami, onde conversariam de fato. Isso se você tivesse tido a menor intenção de que essa desculpa não fosse percebida como tal.

-Eu fui descoberta! - ela soltou uma leve risada.

Citação :
- Sabia que você sempre esconde o rosto quando finge choro? Dizia com a proximidade dos amigos de anos. Além disso, a senhorita não trabalhou o roteiro tão bem quanto de costume. Hoje sua nota é oito.

-Oito?Nãooooo...oito não... - ela não gostava de tirar uma nota menos do que dez - mas...pelo menos fiz você segurar um sorriso - ela disse contente - vamos estamos chegando na minha casa, meu irmão deve ter ido tomar sake como de costume... - Hyumi parou de falar ainda andando.

-June está na minha casa - ela disse com um sorriso - que surpresa...ah...Makkiu-kun...June-chan... - Hyumi começou a rir - ...ela... - ela então segurou o riso - achou que tínhamos alguma coisa além de amizade, a cara dela estava ótima - ela voltou a rir.

Logo chegaram na mansão Hinuzuki, quando conseguiram ver June com os olhos Hyumi fez um sinal para Makkiu, como se dissesse vou na frente, e usando Shunpo pulou sem cima de June.

-Juneeeee!

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June Tethys
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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Ter 5 Jun - 17:20

Numa fração de segundo, a Hyumi-sama estava em cima de mim. Por momentos desequilibrei-me, mas não cai. Logo, também abracei a minha amiga com força, e segredei-lhe:

-Hyumi-chan! Desculpa por aquele comentário. Mas, foi o que pensei na altura!

Comecei a rir. Também acenei para o Makkiu-sama, que estava presente.

-Então, não contava encontrar os dois! Eu vinha-te fazer uma visita, visto que há muito tempo que não falamos, sem contar com o bar, é claro! Kufufufufufu!

Dizia eu para a Hyumi.

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Ter 5 Jun - 21:20

Haviam saído os dois nobres da sala do capitão do 4º Esquadrão com destino à mansão Hinuzuki. As ruas de Seireitei eram sempre calmas, especialmente na parte destina aos casarões imensos, com portais seguidos de longas escadarias e os brasões milenares encravados em seus pilares mais externos, representando e bradando orgulhosamente os que representavam.

Makkiu, é claro, podia recriminar essa suntuosidade menos que qualquer outro. Desde a morte de Shunsui em batalha, a linhagem dos Watanabe cujo comando herdera e que até então era secundária aos Kyouraku, acendeu de fato ao grau das quatro grandes e completando as posses da família que em terras eram praticamente todo o norte das terras nobres de Seireitei e em dinheiro superavam qualquer outra casa, tornou-se proprietária de um terço das terras nobres e ainda mais invejavelmente rica. Ainda assim se desgradava com quão injusto era que fossem poucos os que tinham tanto em Seireitei enquanto haviam tantos com tão pouco em Rukongai.

Felizmente Hyumi rompia a tranquilidade do trajeto com seu costumeiro ânimo. Primeiro brincava sobre como o patriarca dos Hinuzuki era exageradamente superprotetor, continha seu riso. Depois brincava sobre a encenação e diminuia o riso, por fim seguia ao encontro de June que estava à porta da mansão e ao citar um pensamento de Tethys, finalmente continha em nada a risada.

- Sem honríficos, por favor. Respondia Hinuzuki enquanto voltava-se à Tethys. De fato sou distante o bastante para fazer de qualquer aproximação algo incomum.


Makkiu parecia dizer nas entrelinhas para June não se desculpar, parecia estender a ela a frase que dissera antes: sem honríficos, por favor. Àquela altura já estavam os três próximos o bastante para conversarem sem que fosse preciso falar alto.

- Mas sou diferente com os próximos a mim. Concluia em um tom que unia serenidade e afimação. Aquilo não passou de uma brincadeira entre códigos.

A voz de Makkiu era praticamente paradoxal. Unia dois extremos, formalidade e levesa, sinalizando a certeza com que falava ao fato de que entraria na brincadeira mesmo que dificilmente cnseguissem o fazer sorrir.

- É completamente impossível algo além de amizade entre nós. Flava contrastando agora confiança e levesa, como se quase começasse a sorrir também. E lamento não ter podido conversar contigo adequadamente. Assuntos a resolver com Hyumi naquela ocasião.


Conluia o nobre esclarecendo o mal entendido e deixando espaço para Hinuzuki fazer as vezes de anfitriã. Pensando bem nunca conversei com Tethys fora de aulas já que em reuniões não sou contestado. Espero que por não estar errado. Tanto quanto a ideia dos próprios capitães temerem a força de seu nome lhe desagradava, agradava-lhe a ideia de poder conhecer sua colega de arma.


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Última edição por Makkiu Watanabe em Seg 25 Jun - 23:21, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Qua 6 Jun - 4:42

Hyumi sorriu e então uma criança veio correndo para recepciona-los.



-Hyumi-sama, é você?! - ela disse sorrindo - e convidados... - ela então olhou para Makkiu - Ele de novo... - ela parou de sorrir encarando ele.

-Yuka... - Hyumi disse com um olhar severo.

-Desculpa...Sejam bem vindos! - disse a menina sorrindo olhando para June.

-Boa garota...certo quem você viu que está cansado hoje Yuka?Tem alguém lá? - perguntou Hyumi para a pequena.

-Hum...o Kito-san e Unna-san...ele está em reunião com o senhor Hyumi-sama.

-Entendo...certo, chá da Unna-san e Kito-san...trazer alguns petiscos... - ela disse piscando para a garota.

-Certo! - ela respondeu animada.

A pequena então encarou Makkiu mais uma vez e saiu correndo para a mansão.

-Hum...desculpem, acredito que ficaremos mais avontade fora da mansão... - ela disse seguindo por uma trilha feita de pedras - Makkiu a Yuka continua não gostando de você desculpe-me, ela não consegue sorrir pra você, e nem fingir que não te odeia... - ela esperava ser seguida pelos dois.

Ela parecia mais relaxada, se podia ouvir as crianças brincando, o local por onde seguiam era praticamente o oposto do caminho da mansão, as crianças brincavam sem muitas restrições.

-June-chan, Makkiu o que querem tomar?Chá?Sake? - ela disse calmamente.

Makkiu sabia que no lugar para o qual estavam indo tudo era preparado pela própria Hyumi, por isso essa pergunta.

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Qui 7 Jun - 14:47

Makkiu-sama falava, e eu gostava de ouvi-lo. Seu tom era calmo, e conseguia fazer, de uma só vez, as pessoas perceberem o que ele desejava. Eu sorria.

Entretanto, uma garota surgiu, e a Hyumi-sama falava para ela, pedindo para arranjar comida, e bebida.

-Hyumi-chan, não é necessário...

Dizia eu baixinho. Quando ela perguntou o que preferia, chá ou sake, não tive outra escolha...

-Bem, se não posso evitar, preferia um bom chá.

Sorri.

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Seg 25 Jun - 15:24

Como esperado, o portal era grande e o terreno em seu interior maior ainda. Makkiu parou debaixo da soleira e notou, com sua percepção aguçada, a aproximação de Yuka. Uma criança apequenada de cabelos castanhos avermelhados cujas cores tão sutis se confundiam aos tons mais suaves de ruivo. Trajava um vestido por sobre uma camisa de gola e mangas compridas, variava do sorriso ao descontento enquanto seu olhar ia da herdeira Hinuzuki ao herdeiro Watanabe.

Isso não incomodava Makkiu. Era infantil é claro, a razão da menina odiá-lo, mas não era o fato de Yuka ser uma criança que justificava para ele a forma de agir, não. A simples sinceridade de demonstrar exatamente aquilo que sentia, isso fazia Makkiu relevar e se preocupar. Preocupar-se sim, pois se algum outro nobre visse a menina agindo daquela forma a palavra punição não seria muito mais que eufemismo para o que a aguardava. Hyumi continua a afastá-la desse tipo de risco. Menos mal.

A menina era protegida de Hyumi e seu clã, mas havia também um reforço nessa proteção a pedido do próprio Makkiu e talvez fosse por isso que Hyumi insistisse em repreender a garota sempre que ela demonstrava reação ao... mestre? Makkiu perde-se em seus pensamentos vendo naquela cena nova certeza que fazer Hyumi prometer não revelar à Yuka sobre a proteção a mais que possuía fora o melhor, até que uma pergunta e uma rápida resposta rompem o segundo de silêncio em que as muitas análises do capitão se passaram.

- Como se diz mesmo? Falava Makkiu levando uma mão ao queixo como quem pensa profundamente. "O de sempre", não é?

Poucos meses depois do início do treinamento particular com Makkiu, de sempre pedir chá de Lótus quando algo lhe era oferecido, Hyumi passou a sempre responder daquela forma. A mão no queixo tornara-se uma brincadeira entre os dois assim como aquele momento tornou-se uma brincadeira de inversão de milhares das vezes que Hyumi visitara a casa de Makkiu.

- Quantas vezes vou ter que dizer para não se desculpar? Falava mantendo o leve tom de brincadeira. Eu disse que resolveria a questão quando ela estivesse pronta.

Poucas palavras haviam sido ditas, mas incomodava-o o fato de que poucas palavras haviam sido ditas à Tethys. Pensando nela, Makkiu tinha a nítida impressão que mesmo usando o "chan" com Hyumi, no íntimo ela usava o "sama" para ambos. Parecia escritos nos olhos castanhos dela que agora eram analisados pelos olhos cor de sangue do capitão.

- Haverá uma infinidade de sabores de chá, mas todos excelentes. Dizia criando um estranho contraste entre sua voz serena e o brilho escarlate de seu olhar que parecia ler o da capitã de forma absolutamente imparcial. Tudo bem?

Makkiu então voltava-se ao terreno por mais uma vez. Breve Hyumi começaria a guiá-los e em não muito tempo estariam sentados em volta de um pequeno banquete. Exageros da nobreza pensou. Não que em sua casa fosse diferente.

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Seg 2 Jul - 22:56

-A pequena já está tendo aulas comigo, e tem alto controle de não usa o que sabe em ninguém a não ser a mim - Hyumi disse orgulhosa.

Os empregados que Hyumi pediu chegaram rapidamente, mas ela simplesmente fez um sinal para um local tranquilo, os mandando descansar, enquanto ela começou a arrumar a mesa.

-Chá então, temos realmente muitos, alguma preferencia June? - Hyumi usou shunpo para arrumar tudo mais depressa e enfim começou a fazer alguns tipos de chá - o de Lótus eu nunca deixo faltar, e também tem o de Jasmim que é realmente bom, acredito que não tenha muitos tipos de chá que eu não tenha ou saiba fazer - ela disse sorrindo notando que estava falando demais, ela não queria se gabar, apenas queria que June escolhesse o chá de sua preferencia sem exitação.

Foi quando sentiu uma presença repentina tirando os olhos dos chás, era Hikari ela tinha certeza.



-Hi-Hikari é mesmo você? - ela estava muito surpresa, mas logo o olhar dela mudou.



-Por que não veio antes?Onde estava?Por que não devo te quebrar por não manter contato?

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Seg 2 Jul - 23:11

O Makkiu-sama é muito eloquente... Eu fico sempre sem palavras quando o ouço. Tomara fossem todos assimm...

Entretanto, a Hyumi pergunta-me que tipo de chá eu teria perferência. Ele refere alguns, mas um em particular chamou-me a atenção...

-Uhm... Lótus. Já lá vão alguns anos desde que vi esse tipo de chá. Por mim, pode ser isso.

Disse eu com um sorriso.

Mas, algo inesperado aconteceu... Alguém que vai e vem, mas que eu tenho grande apreço... O Hikari-san! Ele está aqui!

-Hikari-san!

Disse com um ar misturado de alegria e surpresa... Já a Hyumi não parecia mostrar essa mesma alegria... Bem, não é que não esteja contente, mas parece estar chateada com as prolongadas ausências do Hikari... Por momentos olhei para o Makkiu, foi o único que para já não vi uma reacção...

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Ter 3 Jul - 0:34

As folhas faziam um pequeno barulho como se estivessem a balançar ao sabor do vento, algo tão simples e natural que normalmente não chamaria atenção. Makkiu ouvia o vento soprar no lado oposto do jardim, oposto àquele som das folhas que se aproximava a uma velocidade própria de poucos. Não havia presença para se sentir, nem mesmo para o capitão e sua excepcional habilidade sensorial. Só há duas pessoas capazes de se mover assim. Voltava seu olhar novamente à Tethys, mesmo sem ter necessidade de fazê-lo.

Não foi preciso nem um segundo a mais. Tomando um pêssego em suas mãos, Hikari se fazia visível e surpreendente tanto para Hyumi quanto para Tethys. Makkiu havia identificado sua presença nexistente mais rápido do que o mestre de Hohou se movera, mas olhar em volta e assistir às reações, em especial de Hyumi, seria mais divertido do que ser o rastreador de sempre, e de fato foi.

Hinuzuki reagia com uma face de quem entendia menos daquela aparição do que entendera das palavras de Makkiu, isto em um primeiro momento. Depois de passada a surpresa, a nobre simplesmente assumia uma postura assassina de puro recentimento enquanto, provavelmente sem perceber, ignorava as palavras de Hikari, que na realidade foram claramente ditas por ele para serem ignoradas, para introduzi-lo.

Tethys reagia muito mais contida que seu Reiatsu. Sim, nele nostalgia se misturava à surpresa e alegria, e uma admiração especial pelo ex-capitão. Depois era a vez de Makkiu ser obervado por ela que rapidamente percebia a reação, ou melhor, falta de reação, dele.

- Lembre-se que Ukyo-kun não foi o único a não manter contato, Hyumi. Falava ao fechar seu olhos. Deve entender o que quero dizer, certo?

Ela própria havia se isolado de seus entes queridos e tinha uma boa razão para isso assim como Hikari poderia o ter e, a exemplo dela, não poder contar. A bem da verdade, Makkiu sabia a razão de ambos, masera justo que fosse Hikari a falar e agora ele teria chance bem menos conturbada.

- É bom vê-lo depois de tanto tempo, meu amigo. Dizia agora a abrir os olhos, vermelhos, vivos e naquele momento, curiosos. Ao contrário do que deve ter pensado, não lhe darei sermão, mas espero que me explique por qual razão deixou memórias ligadas à sua visita à Ala Hospitalar. Garantia para que tivesse minha proteção?

A Reiatsu de Hikari deixava claro o nervosismo do que certamente ele consideraria uma intromissão. Deve ter pensado que estaria a estragar um momento de paz ou algo assim. Típico dele. De certo, tanto ele quanto Makkiu e Hyumi não esparariam que aquela fosse uma simples conversa embora muito provavelmente acabasse sendo. Havia porém alguém que não poderia ser ignorada e que se estava por saber de assuntos tão confidenciais, seria justo expor-se em perguntas igualmente secretas.

- Aproveitando as "perguntas reestritas", se importaria caso eu fizesse algumas a você também, Tethys-kun? Proferia as palavras de forma absolutamente serena ainda que formal. Creio que possamos confiar todos uns nos outros.

Em um movimento comum e ainda assim estranhamente solene, Makkiu parecia varrer o local com seu olhos. Para Hyumi e Hikari que conheciam muito bem sua percepção, o gesto era um claro sinal de que não havia qualquer um além deles ali. Para Tethys provavelmente pareceria uma simples varredura, mas as palavras de Makkiu garantiriam que ela entendesse que tratariam de algo confidencial e que seria seguro fazê-lo.



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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Dom 19 Ago - 0:15

Hyumi escutou as palavras de Makkiu e Hikari e se acalmou, ela se acalmava rápido perto dos dois.

-Está bem eu exagerei um pouquinho - ela disse continuando a servir o chá, o de Lótus que era seu favorito já estava servido enquanto que os dois serviçais já estavam dormindo ali perto.

Hyumi mantinha a atenção em tudo o que era falado assim como nas expressões faciais e gestos, nada fugia de seus olhos, mas no momento ela precisava fazer algo, usando shunpo ela pegou seus serviçais um por um os levando para ma grande árvore, eles não conseguiriam escutar nem gritos vindo de onde estava acorrendo a pequena reunião, e poderiam dormir em paz, pediu para as crianças que corriam pelo local para não se aproximarem dos dois locais enquanto brincavam para não atrapalhar o descanso e a conversa dos adultos, ela voltou o mais rápido que pode, conseguindo escutar as provocações de Hikari para Makkiu chamando-o de gênio.

-Ohhh que belo momento ver o Hikari com nosso amado sensei - ela disse parando atrás de Hikari lhe fazendo cafuné - June está realmente incrível Hikari, anda criando uns bons dispositivos, as vezes ando recorrendo a ela ainda, ainda sou um pouco sakuriana e vivo dando palpites, daqui a pouco ela me expulsa do laboratório e proíbe minha entrada - ela então soltou uma boa risada.

Os animos estavam melhores pelo que parecia, mas Makkiu conseguia deixar Hikari muito mais cauteloso quando queria, e foi o que fez, deixando Hyumi bem animada, Hikari não havia mudado nada, e isso a alegrava.

-Relaxe Hikari e coma, você parece mais magro, anda comendo direito?June também parece ter emagrecido, então comam - ela então olhou para Makkiu - Makkiu-sama sentiu nossa falta quando tivermos de ir?O que acha Hikari? - ela provocou se sentando ao lado de Hikari - A central...são um bando de velhos ranzinzas - ela fez careta - June e Hikari, vamos fazer umas perucas pra eles?Quem sabem eles são assim por serem carecas e feios?

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Dom 19 Ago - 14:30

Sorria com os comentários da Hyumi e do Hikari. Apenas isso, sorria. Naquele momento, eu sentia-me a mais, mas certamente seria mais falta de educação ir embora, do que ficar ali muda. Eles falavam para mim, e eu apenas acenava com a cabeça, ou, mais uma vez sorria... Isto até ao Makkiu-sama fazer uma pergunta... Um tanto impertinente.

Citação :
- Aproveitando as "perguntas reestritas", se importaria caso eu fizesse algumas a você também, Tethys-kun? Proferia as palavras de forma absolutamente serena ainda que formal. Creio que possamos confiar todos uns nos outros.

Nada falei logo. Sorbi um bocado do chá, que estava bom, e depois pousei a chávena.

-Makkiu-sama, como disse, podemos confiar uns nos outros.

Sorri, de forma a disfarçar o incomodo... Se bem que com o Makkiu-sama isso não resultaria.

-O que puder dizer, direi. O que deseja ao certo saber?

Perguntei enquanto pegava na chávena. No fim, sorbi um pouco mais daquela maravilhosa bebida, da forma mais educada possível, esperando uma resposta, ou neste caso uma pergunta, por parte do Makkiu-sama.

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Qua 29 Ago - 17:01

Algum tempo se passou até que June voltasse a falar frente às perguntas de Makkiu. Hikari já havia respondido, tão tenso quanto esperado e Hyumi reconhecia seu exagero, algo muito raro. Não é que ela fosse inconsequente, imprudente ou algo do gênero. Apenas sua tendência natural de se conter muito pouco a tornava espontaneamente exagerada. Bem, se fosse para comprar com Makkiu poucoas pessoas nos cinco mundos, Soul Society, Mundo Humano, Hueco Mundo, Inferno e Dimensão Real, teriam ações realmente espôntaneas sem algum grau de exagero.

O desconforto tomou conta da Capitã do Terceiro Esquadrão que demonstrava isso nos pequenos gestos, no silêncio e no Reiatsu. Makkiu fixou o olhar na irmã de arma, pensando, se perguntando em quão profundamente estava mexendo com Tethys, em quanto ela tinha escondido e estava a esconder, em quanto ele a estava pressionando e quanto de informação poderia conseguir com isso, em quão conciente daquela situação ela estava. Cercada por três indíviduos de elite fosse entre Shinigamis ou nobres, dois capazes de acompanhá-la embora um com maior dificuldade, e diante da possibilidade de perguntas que se não respondidas seriam suficiente para levá-la a detenção e interrogatório. Não que aquilo ali deixasse de ser um interrogatório.

Folhas, galhos e pétalas de flores eram tocados pelo suave vento que percorria o jardim e acabava por alcançar àquela incomum reunião que de tão casual, ao mesmo tempo que extraodinária, tornara-se tão importante. Fechando os olhos enquanto sentia seus cabelos serem beijados pela brisa, Makkiu foi retirado de seus questionamentos quando June silenciou. Ainda podia sentir a animação de Hikari ao ver a curiosidade que o levara a aceitar Tethys em Sakura prestes a ser saciada quando decidiu que falaria. Makkiu poderia deixar Hikari seguir dali, mas fora ensinado a terminar com tudo aquilo que começava e sabia que tal rigidez, que já o causara tanta dor de cabeça, o levaria a tormentas maiores, mas que ficasse para o futuro.

- Primeiramente eu gostaria que ficasse mais à vontade. Tenho a nítida impressão de que em sua mante contiamos eu, Hyumi e Hikari, a ser todos "sama". Falava com a voz tão serena quanto de costume. Gostaria também que não tentasse disfarçar o desconforto pois Hikari não o fez por assim como você e Hyumi saber que não adianta tentar disfarçar frente a mim.

Naquele momento Makkiu não conseguiu evitar a lembrança de Asura, um herdeiro do clã Kasumioji, tendo um verdadeiro ataque de pânico enquanto começava a acreditar que líder Watanabe era capaz de ler mentes. Pensando bem, aquela situação fazia parecer que era exatamente isso: que podia ler mentes.

- Sabe, quanto mais antigo é um espírito mais fortes são as características de suas partículas espirituais, mais essas características demoram a desparecer. É como se um espírito antigo deixasse rastros mais duradouros.
Makkiu explicava de uma forma tão casual que facilmente poderia ser dita como inesperada vinda dele. De forma simples, os rastros do seu Reiatsu conseguem ser mais duradores que os do meu o que indica que você é mais velha. Pela diferença em nossos rastros, estimo que seja entre cinco e seis décadas mais velha.

Quanto tempo fazia desde que sabia aquilo? Mais de dois anos, mas quanto exatamente? Desde que Tethys fora a primeira vez em uma aula sua que notara isso. Em um primeiro momento não dera importância afinal durante os anos que viveu em Rukongai encontrou espíritos mais velhos que o próprio Genryuusai e menos poderosos que qualquer Shiigami, mas agora era diferente.

- Perdoe-me a indelicadeza, mas essa observação não intencional que minha percepção me permitiu acabou por ser a base de minhas deduções.
Retoma a formalidade para sua voz com naquele momento. Não há registros seus em Seireitei, lugar onde vivem ou viveram todos os nascidos na Soul Society, anteriores à sua entrada no Gotei e sua aparência somada à sua idade indica que você não pode ter vindo para a Soul Society a pouco tempo. Simplificando: você não é um ser natural do Mundo Real.

Confirmara as informações, ou melhor, falta de informações acerca da origem da Capitão na época em que ela assumiu seu posto, mas àquela altura era mais importante que houvesse aliados poderosos do que se saber a origem deles. June estava surpresa com a promoção e pelas poucas vezes que Makkiu a avistara, sabia que sinceramente. Isso bastava para assegurar ela como aliada temporariamente, bastava para relevar naquela época.

- Todos aqui falamos de segredos e todos apresentamos nossos nomes e origens então nada mais justo que fazer o mesmo.
Continuava a olhar fixamente para Tethys, já não a chamando assim. Não há intenção que algo dito aqui saia daqui e como escondeu sua origem, não duvido que tenha feito o mesmo com seu nome. Então, qual o seu nome e qual sua origem?
Dpois de explicada, sustentada e argumentada inabalavelmente, a pergunta finalmente era feita. Agora o Gotei já estava mais estável e atrevassava um momento de paz, ou seja, era uma calmaria antes da tempestade. Os riscos impediam Makkiu de relevar mais seus pensamentos. Riscos não de June os trair, mas de alguém agir no lugar dele o que, na melhor das hipósteses, limaria Tethys da lista de aliados sem a colocar na de inimigos.

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Sex 21 Set - 22:26

Perguntava-me porque me fui meter ali... Eu, de certa forma, não era ninguém no meio deles... Eles eram todos de familias nobres, e amigos. Eu sou simplesmente uma estranha...

Citação :
Ainda acho que você
não devia ter saído de Sakura, Hyumi. Sabe que eu não ligo nem um pouco
pra o que aquelas banguelas da Central pensam ou dizem, podíamos muito
bem ter dividido o posto de Taichou, sem problemas

Sorri ao ouvir aquilo... Teria sido bom, assim eu não estaria na posição em que estou... Poderia ter continuado no Mundo Real...

Depois disso, o Makkiu-sama inundou-me com perguntas... Minha idade... Minhas origem... Meu nome... Essencialmente, toda a falta de registos que havia sobre mim ou a minha irmã... E o Hikari-sama também comentou o mesmo... Era doloroso ouvir aquilo, sim... Mas tinha de ser. Há coisas que não podem acontecer, e coisas que têm de ser feitas... Por isso, só poderia dizer uma coisa muito concreta e simples...

-Makkiu-sama, Hikari-san. Sim, vocês têm razão no que dizem. Não existem qualquer registos sobre mim, especilamente do tempo antes de eu me tornar numa shinigami. O mesmo com a Reika. Mas, uma coisa é facto: Crime é alterar o que existe, e eu não cometi nenhum crime.

Suspirei.

-Não há registos meus ou da minha irmã, porque muito simplesmente nós não existiamos aos vossos olhos. Não havia motivo para registar algo que não exista. Hikari-san, sendo um "cientista", sabe que isso é verdade. Daí, por mais que procurassem, nunca iriam encontrar nada. Nós não existiamos.

Nós não existiamos... Uma metáfora simples, mas que podia ser enganosa... Não existir... Tem muitos significados! Algo que seja desconhecido pode ser considerado o mesmo que não existir... Isso era lamentoso, mas tinha de ser... O problema... É que não funcionava para os dois lados... Enquanto eles não sabiam de nós, nós sabiamos deles... Pelo menos do Mundo Real... Foi apenas... Não... Não pretendo relembrar-me disso.

Voltei a suspirar... Bebi um pouco de chá, para ficar mais calma, não que estivesse nervosa, mas todo aquele questionário fazia-me suar mais, no sentido metafórico claro, do que se estivesse a preencher papéis.

-... Makkiu-sama, não sei dizer que sou mais velha que o Senhor. Não sei a sua idade. No meu caso, na vossa perpectiva, eu teria uns miseros 25 anos. Sim, certamente teria isso, mas não é verdade. Tenho mais, muito mais. Mas não sei ao certo quantos. Mas, isso também não faz diferença numa pessoa. A idade é relativa de onde eu venho... E... Sim, não sou originária do Mundo Real...

Engoli a seco...

-... Makkiu-sama, Hikari-san, tendo os conhecimentos que certamente que saberão que exsistem inúmeros mundos... Muitos além daqueles que conhecem. Eu... Eu sou de um desses mundos... Um mundo há muito esquecido pelo tempo. Mas, mais uma vez, isso não tem interessa no que é uma pessoa. Pelo menos por agora...

Minhas respostas eram vagas, mas eram respostas. Ele não perguntou ao certo de onde eu vinha, mas sim afirmou que eu não era do Mundo Real, o que confirmei...

Olhei para o Hikari-sama...

-Desculpe, sei que pode pensar que eu alterei alguma coisa, mas isso não poderia ter acontecido se nunca existiu alguma informação. Por isso... Sim, o que eu digo neste momento pode ser verdade ou mentira. Ninguém vos dá garantias, nem existe nada que prove o que eu digo.

Agora olhei para o Makkiu-sama...

-Como o nome de uma pessoa... Qual o interessa em sabe-lo? Afinal, não é o nome que faz um ser vivo, mas sim o caminho que ele escolhe. Por isso, independentemente do que somos, seremos sempre humanos.

Sorriso torto, era o que eu devia estar a fazer... Tentar esconder o meu nome... Era mau, mas... Também não trazia nada de bom dizê-lo...

-Mais uma vez, não existindo registos sobre mim, meu nome não faria diferença alguma. Por isso, apenas me tratem como June Tethys, e a minha irmã como Reika Tethys. Foi assim que decidimos viver quando viemos para o Mundo Real.

Voltei ao chá. Certamente não respondi a tudo o que queriam, e certamente deverei ter deixado ainda mais questões no ar. Mas... Eu não quero... Eu não pretendo que saibam de algo que o tempo deseja manter oculto. Tem de o ser... É o melhor para nós todos... O melhor para mim...

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Seg 24 Set - 17:30

Quando ouviu a voz da capitã romper o silêncio, Makkiu sabia que viriam respostas vazias. Ele nascera e fora criado na nobreza e a despeito do que fábulas e canções dizem, isto passa longe de ser um paraíso. A bem da verdade aproxima-se mais de um inferno. Um constante jogo de ameaças veladas e disputa por poder. Um jogo em que cada um precisa tomar e seguir seu papel, e saber o dos demais. Era isso que Makkiu fazia naquele momento.

A capitã tentava se evadir, engolia em seco, ficava cada vez mais nervosa e se prendia cada vez mais nas próprias palavras. Estava ali no papel de interrogada. Makkiu em total contrapartida, fitava-a com seus olhos unguidos da cor do sangue, atentava e embora mantivesse a expressão ilegível era visível e assustadoramente calmo. Estava ali consciente do papel da interrogada e do seu próprio sem que confudisse ambos: era o interrogador.

O interrogatório em si não precisa de mais do que conversa e tempo. A conversa traria perguntas gradativamente mais pessoais e icômodas e com uma quantidade cada vez mais crescente a cada vez que não respondidas formando um cerco tão real e inescapável quanto aquele que era formado pelos nobres. O tempo tornaria aquela própria situação exaustiva e desgastante para a interrogada e a faria perder nem que fosse para seus próprios limites que por maiores que fossem, exitiam e seriam atingidos.

- Omissão de dados e falsidade ideológica são crimes.
Dizia em um tom tão sereno quanto se divagasse ao invés de afirmar. Metáforas e repetições do que dissemos não são respostas assim como o interesse de em uma pergunta e a importância na resposta cabe apenas a quem indagou.
Não haveria real diferença entre o significado do que foi dito e um "limite-se a responsder as perguntas" se não tivesem, aquelas palavras, sido ditas tão calmamente. Elas expremiam paciência e um convite para que aquela situação se alongasse e isso, por ser mais real era também mais assustador que qualquer ameaça.
- Nome, origem, razão de ter vindo para a Soul Society e quem a ajudou quando chegou aqui porque é lógico que espíritos tão pouco comuns não passariam despercebidos sozinhos. Falava reafirmando às perguntas em um tom ainda mais tranquilo. A título de informação, estimo sua idade em por volta de dois séculos pois eu mesmo tenho mais de 14 décadas.

O fato da capitã não ter noção da idade de Makkiu o fez ter por ela alguma simpatia. Não que aquilo transparecesse ou o fosse abalar, mas era realmente reconfortante saber que alguém não dava mais atenção que o devido a algo tão sem importância.

- Foi bom termos chegado em sua irmã pois naturalmente minhas questões se extendem sobre ela
.
Voltava a falar após uma pausa para contemplar o jardim e colocava as palavras da capitã contra ela. Sabe, o Reiatsu é algo muito particular e o dela tinha uma marca instabilidade desde uma aula de Kidou em que por alguma razão o espírito dela começou a se abalar.

Fora nas minas de Sekkiseki a céu aberto que ficam sob a jurisdição do Kidoushuu. A área da qual é retirada o meterial de manutenção da muralha de Seireitei e o reservatório mais limitado e de melhor qualidade do menério e em que é treinado o Hyurigekizoku Shintenraihou. O local que o sobrenome "Tethys" mais chamou atenção.

- Como ela estava fisicamente bem, deduzo que tenha sido algo mais ligado ao subconsciente, talvez um colapso no Mundo Interior.
O tom era contrastivo. Unia descontração à seriedade, fazia aquilo tudo parecer um comentário simples sobre algo igualmente simples. Pela minha experiência médica posso dizer que tal instabilidade é uma sequela de uma técnica especialmente poderosa e de selamento porque um ataque capaz de afetar a estabilidade do Reiatsu de tal forma a teria matado certamente.

Quão perto da verdade as deduções de Makkiu estavam? Talvez a capitã tentasse disfarçar, mas o Reiatsu dela indicava que era "perto demais". Talvez ela mesmo tivesse esquecido o quando se denunciava até em silêncio.

- O interessante é que tua Reiatsu possui o mesmo sinal único de instabilidade que a de tua irmã tinha e simultâneamente à morte dela apareces... Como exatamente obtiveste os poderes de tua irmã que deveria ter sido devorados pela Arrancar que a matou, Viridis Libitina?
Pronunciava o nome a lembrar do relatório sobre o dia em que capturara Yui. Que relação essa Arrancar tem com os teus?

Ainda havia mais uma pergunta que não se poderia deixar de fazer, mas era melhor guardá-la para as próximas evasivas. Respostas sem sentido não funcionriam, mentiras seriam percebidas então era melhor preparar mais o cerco, fechá-lo mais, torná-lo mais pesado e sensível.

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Última edição por Makkiu Watanabe em Qui 27 Set - 19:40, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Qua 26 Set - 21:34

O Makkiu-sama retorquia as minhas respostas... Enquanto isso, eu bebia chá, e tentava manter-me calma... coisa impossivel... Já estive em situações bem piores, e nunca fiquei assim nervosa... Porquê agora?

No fim, antes de voltar a falar, dei um longo suspiro...

-... Não me tomem por um criminosa. Não omiti nada. É verdade que não uso o meu verdadeiro nome, mas isso tem motivo... O orgulho... O orgulho é algo demasiado grande e pesado, e graças a ele... Graças a ele é que mantenho o meu nome em segredo.

As palavras que o Makkiu-sama disse sobre mim, a Reika e a Louise... O que poderei dizer? Eu nunca notei nessa instabilidade, para mim é novidade...

-... Talvez as palavras mais verdadeira que disse até agora... Eu não faço ideia porque o Makkiu-sama nota essa instabilidade... Eu nunca notei, nem nunca me haviam dito isso. Na mais pura e simples verdade, isso é um mistério...

Sorri...

-Mas... Talvez seja pelo mesmo facto que o Makkiu-sama supõe que eu apenas tenho 200 anos... Ah... 200 anos...

Olhei para cima, como se estivesse a olhar para algo que estava lá, mas na realidade não havia nada...

-200 anos foi o tempo... Não! Foi há 200 anos que eu fugi...

Engoli a seco... Não deveria ter dito aquilo, mas...

-Desculpem... Queria dizer que foi há 200 anos que vim morar para o Mundo Real. Sim... Por isso o Makkiu-sama supões que eu tenho há volta dessa idade. Mas, não... Como já referi antes, tenho mais... Muito mais anos segundo as vossas noções de tempo.

Suspirei... E suspirei outra vez, o que me fez voltar a beber mais um pouco de chá... Não sei quem diz que o chá relaxa, mas isso é uma perfeita ilusão!

-... Talvez... Devesse falar com o Urahara-sama... Foi ele que me fez aparecer na Soul Society pela primeira vez... Eu estive escondida, sim... Por isso pensam que só surgi quando a Reika... Faleceu... Mas, não... Eu já estava cá... Ilegalmente, mas estava. Não fiz mal algum. Simplesmente queria estar perto da minha irmã... E... Por estupidez minha... Foi isso que levou à sua morte... Sim...

Abaixei a cabeça...

-Eu sou uma ingénua... Eu digo que sigo as regras, a leis, que obedeço aos superiores, mas isso é tudo de boca para fora... Eu simplesmente desejava o melhor para as minhas irmãs... E nem isso consegui... Ah...

Novamente os suspiros...

-... Eu... Eu não queria esta vida... Eu nem queria estar aqui... Queria que tudo tivesse sido diferente... Mas... Não foi isso que aconteceu... Devido aos erros do meu povo... Aos meus erros... Carregamos uma rídicula maldição...

Novamente, engoli a seco... Estava... Estava a fraquejar e a falar mais do que devia...

-Ah... Kufufufu! Maldição, que digo eu! Isto é um dom! Qualquer um desejaria tê-lo... Mas não nós! Nossa existência é desconhecida! Nosso mundo, povo! Tudo! É impossivel de nos sentir-mos... É impossivel de nos localizar-mos... Nós simplesmente somos uma existência vasta, e ao mesmo tempo diminuta... Tudo graças à ambiçao humana! Ah...

Agora não suspirava... Simplesmente deixava sorrisos sarcáticos escaparem-me da cara...

-Querem saber? O que há para saber? Mesmo que diga o meu nome, nada mudará! O que ficarão a saber mais? Nada... Minha personalidade não mudará! Meu sangue não mudará! Meu serviço e dedicação serão para a Soul Society! Que diferença faz? Minhas origens? Se as esquecer-mos, elas não virão atrás de nós! Se os esquecer-mos, talves desapareçam para sempre! Para quê perseguir o passado? Porque não esquecê-lo? Porquê?

Sorria... Sim, sorria! Mas... Estava a quebrar-me... Já não tinha mais por onde me segurar... Sim... Há muito tempo que não me sinto assim...

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Qui 27 Set - 19:36

Aquelas palavras mexeram com Makkiu. "Maldição", "dom" e a pergunta "quantos desejariam tê-lo?", afinal quantas vezes ouvira e pensara isso? Mais de uma vez tomou suas habiidades, que insitiam em levá-lo a um caminho totalmente diferente daquele que queria seguir, o afastando de todos. Mais de uma vez foi, para sua irritação, chamado de gênio. Quantas vezes ouviu e se pôs ciente de que muitos desejariam estar no lugar dele? Simplesmente perdera as contas. Sim, Makkiu entendia bem o peso das palavras da capitã, mas não o demonstrava e nem poderia. Pelo menos não até que aquela conversa tivesse passado pelas respostas que precisava ouvir.

Ele poderia ter sido taxado de aberração e ter seus poderes reconhecidos como uma maldição tanto pelos outros quanto por si mesmo, mas não, nascera um Watanabe e justamente o destinado a herder o comando do clã. Sua família surgiu de Shinigamis de elite e ao longo dos tempos conquistou por meio de alianças um domínio absurdo sobre a nobreza geral. Seus pais eram juízes da Chuuou Shijuuroku, a Central 46. Poderes amplos e incomuns não seria mais do que apenas uma das muitas coisas esperadas dele. Nada disso mudava o fato de que o próprio Makkiu não desejaria seus poderes, políticos e de combate, se antes de nascer lhe tivesse sido permitido, com a consciência do preço a ser pago, escolher.

Esses pensamentos o fizeram por um momento querer responder à irmã de arma em algo mais do que lhe era conveniente. A bem da verdade quis falar aquilo em que pensara, mas não deveria o fazer. Novamente, o dever, o certo à situação, prevaleceu à vontade de Makkiu que mantinha-se interpretando muito bem seu papel de interrogador. Não que lhe fosse difícil. Já era tão espontâneamente sério que por natureza parecia inexpressivo. Só precisou manter alguns pensamentos sem voz dentre os quais o que lhe pareceu mais incomum foi a gratidão por não haver ali alguém tão empático quanto si mesmo, para dizer o que realmente estava a se passar em sua mente.

- Tudo bem se não tiver entendido, temos tempo. Posso repetir e acrescentar quantas vezes for preciso: a importância na resposta e a pessoa a quem perguntar cabe a quem indagou.
Deixava claro nas entrelinhas: podemos continuar com isso quanto tempo for preciso. Nome, origem, razão de ter ido ao Mundo Real e dele para a Soul Society pessoa que a ajudou aqui. Perguntas logicamente estendidas a tua irmã.

Como esperado, a situação da capitã só piorava com o arrastar do tempo. As perguntas aumentavam em número e profundidade. O ignorar das respostas insatisfatórias era persistente e mais que óbviamente irreversível. Makkiu continuava a fitá-la já a medir o que falaria em seguida. Sutilieza sempre poderia mais efetiva que qualquer tortura.

- É uma pena, mas cometeste crimes sim e por suas palavras vejo que falta-lhe um pouco de compreensão sobre espaço-tempo
. Falava com ares que em muito lembravam os que assumia durante as explicações de suas aulas. Bem, eu mesmo não tenho uma completa, mas dominá-lo com tanta precisão quanto possível me permite atestar certas coisas como o fato de que mesmo que a passagem de tempo seja diferente a unidade permanecesse a mesma.

Falava em referência ao Jikanteishi. Provavelmente ninguém teria mais conhecimento prático sobre o espaço-tempo que os líderes do Kidoushuu, afinal, eram peritos em ignorá-los. Artes exclusiva, proíbida e que por isso tudo muito se assemelhava ao controle da nobreza sobre a Central e isso um certo capitão e líder de clã também sabia como funcionava na prática e mais que muito bem, há de se dizer.

- Planos existencias diferentes possuem passagem de tempo diferente seja em menor ou maior grau.
Começava a explicação como se fosse referente a algo tão simples quanto uma orientação de como chegar em algum lugar. Provavelmente em seu mundo um ano equivale a vários no Mundo Real, mas mesmo que se passando um ano em seu mundo de origem se passe séculos no Mundo Real, sua idade continuará tendo avançado apenas um ano. E eu disse "por volta de", não "exatos" duzentos anos.

A ênfase gentil em poucas palavras formavam uma correção leve e por isso mesmo, representativa de um jogo. Ali Makkiu provava que estava disposto a dar atenção ao que quer que sua irmã de arma dissesse e logo ela perceberia o quanto esses detalhes lhe seriam perversamente traiçoeiros.

- Não me admira que não saibas de tal instabilidade pois ela é tão sutil que pode ser considerada apenas como uma característica particular.
Os ares de professor cediam agora lugar a ares consideravelmente mais casuais. Para identifcá-la como mais que uma marca de Reiatsu seria preciso ter memorizado a presença de tua irmã antes da instabilidade ocorrer, algo que duvido muito que alguém além de mim tenha sido capaz de fazer, ainda mais involuntariamente.

Talvez só ali a capitão pudesse entender porque teve uma resposta aceita. As palavras que dissera sobre não haver garantias, no começo do interrogatório, provavam que ela esquecera a habilidade sensorial que praticamente tranformava Makkiu em um detector de Reiatsu e consequentemente de verdades e mentiras.

- Mas, novamente, é curioso. Comentaste a instabilidade, mas não sobre a Arrancar.... Além dela ter matado tua irmã, qual a relação que existe com ela?
Finalmente acrescentava os detalhes às deduções expostas junto às perguntas. Nome e razão da destruição do seu mundo também interessam por razões óbvias.

Naquele momento, ao fixar os olhos na capitã, notara o quanto divagara. Por um instante ignorara o nervosismo dela e simplesmente falara o que tinha palanejado. Agora porém, via algum suor, o engolir em seco, o tremer do Reiatsu, tudo. Era como se Makkiu estives lendo um livro que cada vez mais releva um novo conteúdo a ser conhecido.

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Qui 27 Set - 22:10

Citação :
por suas palavras vejo que falta-lhe um pouco de compreensão sobre espaço-tempo

... Não sei quem entendeu menos... Talvez eu não me tenha feito perceber...

Citação :
- Mas, novamente, é curioso. Comentaste a
instabilidade, mas não sobre a Arrancar.... Além dela ter matado tua
irmã, qual a relação que existe com ela?

Mas... Como sabe ele tanto sobre a Louise?

Citação :
Nome e razão da destruição do seu mundo também interessam por razões óbvias.

...

-Ah... Ah... Kufufufu! Makkiu-sama... Quem disse que ele foi destruido?

... Sim, angústia... Pior... Era que eu desejava que aquilo que o Makkiu-sama disse fosse verdade...

-Se... O meu mundo tivesse sido destruído... Eu não estaria aqui... Não necessitaria de estar aqui... Ah... Destruir um mundo não é coisa fácil... Especialmente um como o meu...

Suspirei...

-Torná-lo inabitável... Talvez... Mas, destrui-lo? Nunca... Pelo menos não para já...

Relembrei-me do tempo... Do que o Makkiu-sama referiu eu estar errada...

-... O tempo é uma linha... Que se divide em vários pontos, e sempre irá divir, mas também pode convergir. Devido a isso, o tempo, independentemente do local, será sempre igual... Sempre... Eu sei disso...

Um sorriso, mas não de alegria... Talvez tristeza... Mágoa? Também poderia ser.

-Eu devo me ter feito perceber mal... Eu não quis dizer que o tempo passa de forma diferente... Mas sim o que referis-te... Mas, isso não implica que o que eu digo... Seja errado... Talvez, sobe a vossa perpectiva, eu realmente só tenha... 25 anos. Não mais... Sim...

25... Ou mais... Mas, o mais concentro são esses dois números. Mas, não é a realidade.

-O dom... Ou maldição... O que preferirem chamar... Isso simplesmente pôs-nos numa posição diferente... Olhar os mundos a mudar... As civilizações a crescerem e a cairem... Presos numa realidade que simplesmente não podemos alterar... Não sei... Muitos acham que isso é um dom, uma bênção... Talvez em tempos tenha sido... Mas, nenhum ser tem o direito de viver tanto tempo... Ver tantas coisas... E no entanto... Saber que nunca poderá sair da vida que tem...

Olhei para o Makkiu-sama... Com um outro sorriso... Triste... Sorbi um pouco de chá... Nesta altura, já deveria ter bebido mais que uma chávena, mas era sempre a mesma... A primeira... Que nunca acabava.

-Eu sou uma simples tola que conta histórias... Sim. Mundos antigos não têm nome. Cada geração chamam-lhes coisas diferentes... O Mundo dos Deuses... O Mundo dos Antigos... O Mundo dos Primeiros... O Mundo disto, o Mundo daquilo... Basicamente o que lhes quiserem chamar, estara simplesmente certo.

É verdade. Eu própria não sei o nome... O único que vêm à cabeça, é um que uma pessoa o chamava. Eu sei que não está certo, mas no entanto, parecia representar o que ele é na realidade.

-Nome... Ah... Quem diria que davam tanta importância a um nome...

O meu nome... O nome do meu mundo... Engraçado...

-Tudo o que eu desejei for ter uma vida boa... Sossegada, e que nada do que aconteceu e irá acontecer. Mas que se há-de fazer... Uns nascem com sorte... Outros simplesmente tiveram sorte em nascer...

...

-Sim... Como a arrancar que tanto desejas saber a ligação comigo... Sim, a arrankar que tirou a vida à Reika... A arrankar que por sua vez, quando era viva, foi morta pela própria Reika. É o que chamamos de ironia do destino... Ou... Karma... Arrankar... Viridis... Libitina...

Engoli novamente a seco, e depois, um longo suspiro...

-Libitina... Louise... Sim... A minha irmã mais nova... Uma criança que não foi desejada... Um acidente, como diziam... Assim como a Reika... Não poderam ter a vida que tive, o que as invejo... Mas... Isso também só levou a que tivessem um destino mais cruel... Quem não pode ter a minha sorte... Simplesmente é descartado... É tornado numa coisa que vocês certamente chamariam de arma.

Outra vez o sorriso... Mas, agora não era só tristeza... Também havia ódio e rancor...

-Tive que as proteger... A elas... A mim... Ao nosso futuro... Por isso é que fui para o Mundo Real. Capricho, talves... Quem sabe! Seu eu não tivesse feito isso, elas não estariam vivas! Talvez até tivessem tido uma boa vida! Talvez fosse mesmo o destino delas... Tornarem-se armas... Sim... Se isso tivesse acontecido, elas estariam bem... Tudo estaria bem... Tudo...

Notei que as minhas mãos estremeciam... Com cuidado, pousei a chávena, e recostei-me na cadeira.

-Makkiu-sama... Quer saber? Quer saber quem sabe disto? Sim, o Urahara-sama... A Obaa-sama... Os únicos que se dignaram a ajudar-me... Eu conheci a Obaa-sama antes de ela ser uma shinigami... Sim, há muito tempo. Nem eu me lembro quando. O Urahara-sama, ele simplesmente me ajudou quando precisei. Ele entendeu, e, em troca de favores, ajudou-me a manter o anonimato. Desta forma, talvez consegui-se criar uma esperança nova. Mas, tudo deu para o torto quando descobri que a Louise... Não, a Libitina se havia tornado num hollow.

Suspiro... Suspiro atrás de suspiro... Mas... Acho que já não estou tão nervosa... Talvez este falar... Não seja assim tão mau...

-... O Shirei-sama... Ele também sabe... Mas, recusou-se... Ele limitou-se a dizer que meu mundo estava além da jurisdição da Soul Society... Ah... Não guardei rancor, não. Não havia motivo para isso. Lei é lei.

Um riso...

-Kufufufu! Sim... Se lei é lei, então tinha de dar a volta a ela. Sim, ao mesmo tempo que cumpria o desejo da Reika, também fazia a vontade do Shirei-sama. Apenas intervia no Mundo Real, na Soul Society, ou no Hueco Mundo. Não tinha necessidade de mais. Como vêm, este é o motivo. Sim...

O que mais dizer... Não adianta aprofundar mais. Há coisas que não sei explicar, e poderia causar demasiada confusão... Mas, já disse muito... Mais do que disse a qualquer um... Mas... Ainda há mais uma coisa...

-... Se é crime omitir... Então... Sim... Tethys... Esse não é meu nome... Nem June... Nem lá perto ficam. Renene... Renene J' Junshujin...

Foi o silência... Nada mais disse... Apenas fiquei a olhar para o Makkiu-sama... Como se não tivesse vida... Como se simplesmente eu fosse uma boneca...

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Sex 28 Set - 23:58

Quebrada. Renene tinha os olhos tão fazios que parecia berrar com eles que era assim que estava. Os seguidos atos de engolir em seco, os suspiros e todos os gestos nervosos de instantes antes haviam sumido. Pela primeira vez as respostas que não eram dadas deixavam de vir ou por incompreensão ou de simples esquecimento da pergunta, nervosismo. Ela voltava seus olhos para Makkiu e encontrava os dele, ilegíveis, escarlates, questionadores e fixos. Os papeis eram mantidos e ele conseguira o que a maioria dos interrogadores só alcança por meio de torturas quase sempre físicas com nada mais que palavras gentis e tempo.

Talvez por isso fosse tão assustadora e tensa a situação. Não havia gritos, fossem de dor ou pavor, e nem mesmo um sinal de hostilidade que fosse. Havia apenas quatro pessoas em uma belo jardim, sentadas em torno de uma mesa muito bem servida, conversando, mas que já não viam as coisas dessa forma superficial frente a quão torturante aquilo havia se tornado. Questionadores dos quais não se pode fugir, questões cada vez mais profundas e desagradáveis e a calma aterradora que faria aquelas perguntas serem repetidas de novo e de novo até que respondidas com indubitável verdade. Àquela altura a habilidade sensorial do capitão passava longe de ter destaque entre as preocupaççoes frente o contexto.

De toda forma ha de se perguntar quem afinal esperaria ver a Capitã do Terceiro Esquadrão, Sakura, daquele jeito. Frágil, calada, apática. Completamente rendida e vazia. Certamente um sádico gargalharia frente tal sucesso, mas Makkiu queria apenas terminar com aquilo o mais rápido possível embora não o demonstrasse. Saber esconder seus desejos e objetivos é a essencia das relações aristocráticas e como tudo a que se dispusera a aprender, ainda que sem dedicação real, ele havia dominado tais preceitos muito bem. Restava-lhe apenas torcer para Renene respondesse as perguntas que ainda precisavam ser feitas e ele pudesse parar de usar àquela máscara, e dizer de uma vez por toda que ela parasse com os sufixos.


- Destruição não significa necessariamente deixar de existir. O erro do seu povo pode muito bem ser enquadrado como destruição e perguntei o nome pelo qual conhecia seu mundo.
Rompia o silêncio sem romper a troca de olhares. Novamente: a pessoa a quem perguntar cabe a quem indaga. Nomes de tuas irmãs, razão de ter ido ao Mundo Real e dele para a Soul Society, nome de seu mundo e razão da destruição dele.

Makkiu não esquecia de uma pergunta feita, ao contrário, tendia fazer cada vez mais. Não podia-se dizer que eram novas, não. Havia algumas assim, decorrentes das respostas e reações de quem interrogava, mas a maioria eram formuladas em um pequeno espaço de tempo predecessor ao início do interrogatório.

- Tua ida ao Mundo Real seria bastante para dizer que teu povo tinha relativo domínio temporal, mas tuas palavras sobre a observação feita pelos teus levam-me a crer que o próprio tempo deixava brecha para atravessarem ao Mundo Real, como que por meio de um fenômeno natural-místico períodico.
Voltava a expor deduções e raciocínios. Voltava a preparar perguntas e Hyumi já não era a única a poder predizer isso. Mas ainda não creio que esse seja o vosso poder principal.

Nem por um instante. Nem mesmo por um instante Makkiu deixara de fixar seus olhos nos de Renene. Era como se estivesse lendo até mesmo através do vazio que a tomova e a fazia tomar a aprência de uma boneca.

- Provavelmente deves saber, já que também és nobre, mas os aristrocatas tem acesso a informaões muito bem guardadas e eu particularmente tenho muito acesso.
Era como a concretização de um lugar comum: iguais sempre se reconhecem. Uma Zanpakutou é materialização dos poderes de um Shinigami e disseste que teu povo tem um dom, que foste feita de arma e que tuas irmãs poderiam ter sido feitas. Acaso esse dom-maldição consiste no controle elemental?

"Senhor", "sama", formalidades assim deixavam mais que fácil um apego muito forte às convenções e hierarquias. Um hábito que vem de cedo, de uma formação que só existe para aqueles que desde sempre tem algo a ser respeitado. Como Makkiu, tendo nascido e vivido quase todos os seus anos como nobre, não reconheceria outro? Se o povo de Renene tinha um poder e as irmãs poderiam ter o destino dela que foi feita arma e controlava os elementos, talvez o povo dela tivesse igual capacidade. Como se deixaria passar a hipóstese de que era o controle dos elementos o poder-maldição?

- Ah, pareces ter ficado surpresa frente meus conhecimentos sobre o acontecido com tuas irmãs. Eu também atuei na repressão à invasão e além disso fui o encarregado legal do ocorrido por estar sob ordens dos 46.
E que forma estranha de "estar sob ordem". A ordem a ser dada fora imposta pelo próprio Makkiu. Relatórios de batalha, dano, baixas e logicamente necrópsias. Tudo passou por minha supervisão naquele dia.

Talvez parecesse que ele estava a atenuar as dúvidas de Renene, mas nem de longe era isso. Nem de longe pareceria isso. Informação e fatos sobre alguém que na época não exigia atenção especial. Não deixar passar coisa alguma, era isso que se ressaltava.

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June Tethys
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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Sab 29 Set - 10:08

... Ele insistia... E eu não podia fazer nada... Sim, tinha de continuar... A ouvir as afirmações... Muitas delas estavam certas, outras eram meras expeculações... E muito boas vindo de alguém que não conhece a história.

No fim... O Makkiu-sama referiu algo estranho...


Citação :
Relatórios de batalha, dano, baixas e logicamente necrópsias. Tudo passou por minha supervisão naquele dia.

... Não, ele não está certo! Isso nunca poderia ter acontecido!

-Makkiu-sama, não dúvido que tivesse esse trabalho, mas... Há falsidade no que disse. Nunca houve um corpo... Um cadáver. E sim, houve testemunhas do que aconteceu! O Hikari-san, a Shirami-san e o próprio Rei-san... Eles todos viram o que aconteceu à Reika.

... Estava calma... Calma a falar sobre aquele momento que sempre me abalou. Não me sentia mais triste... Era como se tivesse tornado numa parte de mim, e agora eu estava indiferente para a situação.

-Reika... Não, Ravelne R' Junshujin... O nome que lhe foi dado... E... Rettykse L' Junshujin.

... Há muito tempo que não bradava aqueles nomes... Seu significado... É demasiado profundo e doloroso... Mas, ainda há outra coisa...

-A Reika e a Louise... Elas eram fracas... Fracas aos olhos... Do meu povo... Como o Makkiu-sama afirmou, e muito acertadamente, que... Nós temos o controlo elemental... Não, é errado dizer controlo. Nós não controlamos! Fazemos algo muito mais sinistro! Nós... Manipulamos os elementos... Nós torcemos, rasgamos, criamos, desfazemos... Tudo o que for possível...

Um riso... Um riso que não era normal... Mas, isso era o que as memórias faziam... Coisas que eu desejava esquecer...

-Qualquer ser, em qualquer mundo desejaria ter esse poder. Afinal, poder fazer o que deseja, quem não queria um poder desses? Sim... Foi uma grande honra para nós quando recebemos essa benção... Mas... As consequências do seu uso... Eram tremendas! Quanta mais afinidade tinha-mos, mas depressa perdiamos o controlo... Quanto mais poder exerciamos, mais longe da realidade ficavamos... Até ao dia que simplesmente nosso mundo ficou isolado do Mundo Real. Inocentes foram arrastados juntamente com nós, e assim nasceu o povo... O meu povo...

... Tenho de continuar...

-Como disse, a Reika e a Louise eram fracas... A Reika simplesmente só tinha poder sobre a água, coisa que não existia no nosso mundo. E a Louise... Ela nem sequer controlava um dos elementos primordiais... O gelo era o seu dom... E sim... Era inútil... Qualquer um que tivesse poder sobre a água, podia facilmente contra-ataca-la. Uma desilusão... Mas, eu não... Eu tinha de herdar o dom pleno! Ser uma dos raros que tem influência sobre todos os primordiais... Eu tinha de ser aquela que haveria de tomar o lugar... Tinha de ser eu!

Agora... Era como se a raiva começa-se a apoderar-se de mim...

-Eu! Devido a mim, minhas irmãs iam ser sacrificadas! Sua humanidade retirada! Elas iam virar monstros! Elas iam se tornar nos esquecidos! Eu simplesmente não podia permitir isso!

Novamente, aquele sorriso estranho...

-Ah... Mas... Como poderia passar aquela barreira? Ela só se abria de 1000 em 1000 anos, e eu não podia esperar mais... Eu descobri demasiado tarde o que ia acontecer... Ao contrário da Reika... Ela sabia, mas não pretendia envolver-me... Sempre desejou o melhor para mim... E, ela sabia que havia outra forma de atravessar a barreira... Ah! Que coisa rídicula! Alguém considerado fraco, tinha a capacidade de atravessar aquilo que prendia um mundo... Quem diria... Quem diria que a fuga foi toda devido à Reika...

Riso irónico... Sim, eu a querer salvar as minhas irmãs, e no fim foram elas que me tiraram daquele pesadelo.

-Aí tem, Makkiu-sama, o motivo por fui para o Mundo Real. Simplesmente uma tentativa de ter uma vida normal... Mas não... Nada acabou por aí... Ao contrário das minhas irmãs, eu iria viver muitos anos... Séculos... Quem sabe milénios... Elas, não eram como eu... Reika, com sorte, poderia viver alguns séculos, mas a pobre da Louise... Ela não aguentaria tanto como nós... E... Foi aí que uma luz de esperança surgiu! O nosso avô... O primeiro dos da minha classe... Aquele que separou o nosso mundo... Aquele que impediu a destruição dos mundos... Aquele que sabia como acabar com esta suposta bênção...

Novamente, estava calam...

-Sim... Em troca de uma vida normal, abandonei as minhas irmãs que ainda eram crianças... Parti com o nosso avô para poder aprender mais... Sim... Aos poucos eu percebia o que teria de ser feito! E... Mais uma vez o Karma atacou... Uma instabilidade... Os elementos gritavam em sofrimento, e nós sabiamos o que estava a acontecer... Algo que há milénios foi impedido de se repetir! Aquilo que eu tentava impedir... A Reika... Aquele miúda... Ela converteu-se num Esquecido... Num Oblivion... E, ainda mais irónico foi o facto... Que a criatura que ela usou para isso ser possível não era nada mais do que um...

Rangi os dentes...

-Um hollow... Irónico, não é? Eu nem sabia o que era um hollow! Eu nem conhecia essa palavra! Nós diziamos que eles eram espíritos malignos! E a ingénua da Reika pensou que ao usar o seu poder, ela poderia controlar a sua forma Oblivion! Que erro mais mediocre! E a culpa foi minha por o ter permitido! E, a Louise pagou com a vida... Mas, a alma dela não se dissipou... Pelo menos não como deveria de ser... Mas... Na altura eu não sabia... Eu não via... Foi isso que permitiu ela tornar-se na criatura que é hoje...

Novamente a ranger os dentes...

-E a Reika... O nosso avô usou as últimas restias da sua vida para a prender... Não, ele não tinha força para a selar... Era demasiado velho, e a batalha foi demasiado desgastante para o seu espírito... Mas, ele tinha se apercebido que a alma da Reika não havia sido completamente corrompida... Ele disse-me para eu a mandar para o mundo dos espíritos, mundo mais tarde que descobri sendo a Soul Society. Para mim, era uma brincadeira de criança... Apesar de não poder fazê-lo a mim, eu consegui separar corpo e alma... Ou essência da vida... E consegui enviá-la para esse mundo... O destino pode ser cruel, mas neste caso... Quem diria que esse mundo era o mesmo que recusou-se a ajudar-nos... O mesmo mundo em que eu estou agora... O mesmo mundo que tem a capacidade de nos impedir!

Ri... Tristeza? Loucura? Alegria? Não sei...

-Tudo poderia ter ido bem... Eu só precisava de ir lá quando a barreira começa-se a enfraquecer... Mas, as saudades eram muitas... Eu queria ver a Reika... Eu queria que ela se lembra-se de mim... E... Foi isso que levou à sua destruição... Foi isso que me fez tomar o seu lugar e continuar o trabalho que iniciarmos...

Supiro...

-... Makkiu-sama... O que eu mais temo não é a destruição do meu mundo... Do mundo que eu conheço como Erementia, ou Terra dos Primordiais... Não... Ele não pode ser destruido. O que eu temo é a destruição dos outros mundos... Eu não sei o que eles procuram... Não sei... Mas, eles são capazes de arrasar mundo atrás de mundo para o encontrar... E, quando a barreira se voltar a abrir, o ciclo que aconteceu à milhares de anos atrás se vai voltar a repetir... Ganância? Não, eles não têm ganância. Inveja? O que há a invejar? Eles estão acima de tudo. Poder? Como poderão obter um poder maior do que o que têm? Não sei o motivo...

Passei a mão pelo cabelo, enquanto suspirava...

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Sab 29 Set - 17:01

Makkiu observava Renene ter cada reação que previra, dar cada resposta que esperava e cair no pequeno jogo de palavras que fizera, enquanto pensava em como aquilo poderia ter sido visto como uma vitória. Se era uma, então porque o sabor que lhe tomava a boca era o de alívio? Seria por finalmente poder ver Renene como a pessoa que era e não como interrogada? Ou seria simplesmente por poder se livrar de seu papel cortar a tensão de um dos raros momentos em que não precisava agir como capitão, oficial médico e nobre, enfim, em que não precisaria agir por meio de seus títulos.

Não se sentia particularmente intrigado. Sabia que tudo em sua reação tenha como parte da razão cada uma das hipósteses que levantara para si mesmo. Sempre fora assim, desde a primeira vez que usara todo o poder de que dispunha, bem mais de dez décadas atrás. Uma nobre de menor tradição, mas com pais, assim como os dele, membros da Central 46 que fora menosprezada pela história breve de sua família e acabou sendo defendida pelo então jovem mestre do clã Watanabe. Os outros rapidamente calaram, provavelmente coagidos pelos ensinamentos de subordinação. Não era muito diferente do que aconteceu durante a invasão de Yui, o desaparecimento de Hikari e tantas outras ocasiões. Era simples natureza, mas consciente de todos os fatores. Não era benevolência ou qualquer qualidade.

Levou tão pouco tempo para se perder em pensamentos, divagações e lembranças que sequer era perceptível o breve silêncio que se deu após as últimas respostas da capitã. Tinha prestado atenção a todas e cada uma das palavras da irmã de arma e agora preparava-se para voltar a falar. seria bem menos métodico e isso o aliviava pois embora fosse pragmático demais para gostar de mudanças e instabilidades, odiava mais que tudo interpretar um papel, ainda mais o de interrogador. Curioso como o fazia bem e sem esforço, afinal, para ser efetivo em interrogatório apenas lhe bastava agir como de costuma e repetir as perguntas até que fossem respondidas.

- Eu disse que relatórios de necrópsia passaram pelas minhas mãos, mas não me lembre de ter dito que fora um relatório da necrópsia de tua irmã Shinigami.
Novamente, detalhes. Até mesmo o que pareciam simples expeculações e embasamentos eram formas de analisar à Renene, de interrogá-la Tua reação foi extrema demais para alguém que simplesmente leu um relatório e Genryuusai disse que Eremitia está fora da jurisdição da Soul Society, ou seja, o desaparecimento do corpo é uma característica do teu povo. São opostos aos corpos espirituais, mas podem ser convertidos em partículas do gênero.

Genryuusai. Makkiu poderia ter parado as perguntas quando ele fora citado, mas se o fizesse acabaria tão omisso quanto os tolos conservadores. A capitã sequer poderia fazer ideia de como as partes da conversa que não eram perguntas serviam para fazê-la dizer o que perguntar, faziam-na falar. Havia, afinal, uma razão para Makkiu manter os olhos fixos nela.

- Minhas perguntas foram respondidas e o que expliquei antes é apenas uma forma de dizer que acabaste te atendo pouco ao detalhes.
Apesar do final, aquele deveria ter sido a frase mais leve que Renene poderia ter ouvido naquele momento. Antes mesmo de entrarmos à casa de Hyumi eu disse "sem honoríficos" e a destruição de teu mundo é a destruição que pertence a ele. Não confunda posse com destruição literal nem pense que foram os nomes ao invés do significado de dizê-los que tiveram importância.

Agora a frase que começara aquilo tudo - Creio que possamos confiar uns nos outros - não era mais uma simples armadilha psicológica. Provas de confiança, mesmo que foçadamente, foram dadas aos montes ali. Talvez devesse lembrar que nada daquela conversa sairia dali, mas havia coisas mais importantes sobre as quais falar naquele momento.

- Em razão do desaparecimento após a morte, seu povo existe em separado do plano espiritual e por isso a Soul Society não pode interferir deliberadamente. Fechou os olhos por um breve instante, antes torar a colocá-los sobre Renene. Isso e a idiotisse dos 46 bastou para barrar qualquer observação ao teu mundo, evitou que soubessemos do uso que alguns dos teus faziam dos Hollows e culminou em omissão. Coisa que não acontecerá se Erementia interferir com mundos ligados ao plano espiritual.

"Idiotisse dos 46". Poucas pessoas se atreveriam a pensar, quem dirá falar aquilo de forma tão direta. Sem dúvidas Makkiu tinha o dom de medir palavras, mas o que poucos sabiam é que esse dom era mais útil para fazê-las pesar e havia uma certa satisfação quando as fazia pesar sobre poderes tão relacionados a ele.

- Não importam quão terríveis foram os erros, quão ruins foram os momentos e nem quanto pesa o poder.
E dessa última parte sabia muito melhor do que poderia querer. Mesmo essas coisas difíciceis são partes de quem és, são coisas preciosas. Não tenho mais do que um leve questionamento sobre a proporção de tempo Eremetia-Mundo Real, mas não sei se e nem o que esses dois vão querer perguntar.

Ainda sereno, ainda gentil e com certa formalidade. O tom de voz era o mesmo, a forma direta de falar também, mas era visível a diferença. Agora havia realmente levesa, agora o interrogatório, ao menos da parte de Makkiu, havia terminado. Talvez ele devesse ter dito que Renene também poderia o indagar, mas não queria mascarar que de fato a interrogara. a ideia de não arcar com o peso de seus atos era algo que realmente o incomodava.

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MensagemAssunto: Re: Mansão da Familia Hinuzuki   Sex 5 Out - 23:37

A reação vinha tão forte quanto no Reiatsu de Hikari que sentira desde o momento que ele havia se calado. Comia um pão que o cheiro denunciava ser coberto com canela, fazendo sua atenção aparentemente se desviar do interrogatório. O ex-capitão era na verdade curioso, inconfortável naquela cituação, mas não perdera sequer um detalhe das perguntas a respostas. Além do exaltar da voz vieram gestos de mãos, mudanças de expressão e um levantar tenso, mas tomado de teimosia que impedia-o de sair dali, de parecer fugir após falar com Makkiu que por sua vez ouvia tudo que lhe era dito sem irônia, irritação ou mesmo reprovação. Não demonstrava se incomodar e ao contrário de Ukyo mantinha-se centrado demais para perder qualquer foco.

Fora estranho ver o sempre coerente Hikari trair cada uma de sua palavras, interpretar o que fora dito de forma errada, agira tomado pela emoção. Era algo que Makkiu não espereva ver enquanto Ukyo fosse são e sinceramente esperava que ele não enlouquecesse. Bastara a visita que fizera à Ala Hospitalar como sofrimento patológico, isso falando figurativamente. Não fora uma doença que explodira o corpo de Hikari a partir de seus órgãos e de dentro para fora. Quadro clínico raro de se ver e mais raro ainda de curar, especialmente considerando o sangue que havia sido perdido por meio dos ferimentos. Fora a primeira vez que Makkiu teve de usar o Shikai desde que retornara a Seireitei e provavelmente a única que realmente teve de usar para curar alguém.

Não conseguiu evitar de imaginar Yui em sua situação quando Ukyo-kun citou-lhe. Na mente Makkiu, a voz de Matsudaira ecoava palavras como "Vamos, fale mais.", "Que engraçado!", "É mesmo?!" ou até um "Você é o que menos pode falar". Era bem a cara de Yui, embora conseguisse imaginar muito bem a irmã dizendo as mesmas coisas. Não era tão estranho lembrar dela, afinal, ao contrário do que dissera Hikari, Makkiu não fora mimado. Na infância por mérito de sua família e da criação que tentaram impor, mais tarde, por conter a irmã que conseguia sozinha valer por todo o clã. Conter não era bem a palavra correta. Fugir caberia bem melhor e o Shi no Kiken era prova do quanto o fazia embora fosse mais devido a brincadeiras que a qualquer outra coisa.

- Não fale sobre o que não sabe, ancião. O faz parecer passional. Falou em um tom absolutamente tranquilo e não por deboche, mas sim demonstrando clara consciência da diferença de idade entre os dois. De qualquer forma, já que me fez perguntas, irei respondê-las.

O olhar de Makkiu agora focava-se em Hikari. Era impassível como sempre, parecia de fato não se importar ou sentir. Um olhar que criava um perfeito contraste com o nervosismo do agora exaltado Ukyo-kun.

- Tirando teto, comida e roupas recebi nada de meu clã até passar a liderá-lo, mas não o culpo por ser preconceituoso quanto a isso.
Era sempre mais fácil acreditar nos esteriótipos. Nunca lhe contei meu passado, mas vivi em Rukongai por mais que escolha e vivenciei situações que fazem a miséria parecer uma dádiva.

Quanto um realmente sabia do passado do outro? Praticamente nada. Ambos tinham seus fantasmas que, ainda superados, faziam questão de esconder. Ambos estava satisfeitos em deixar diante de si a imagem que os outros faziam. Guardavam a verdade e seus fardos apenas para os próprios ombros.

- Eu não alterei a sentença de Yui nem transgredi a lei.
De fato não havia transgredido. Nem era preciso. Ele iria ser executado e só está vivo porque fugiu. Sequer fui eu a avisar a única pessoa que poderia tê-lo ajudado. A família Matsudaira agiu mais diretamente que eu, mas não nego que dentro de minhas expectativas.

Poderia ter dito que a única sentença que realmente fez mudar foi a do próprio Hikari, mas embora falasse sem podar nem mesmo uma palavra não tinha intenção de agir como superior ou classificar o ex-Capitão como inferior pelo que, ainda feito por razões corretas, foi um erro.

- Em momento algum eu pedi confiança. Apenas ponderei audivelmente que se poderia a ter e isso era para ser um interrogatório por razões que ainda não é permitido a vocês saberem embora Hyumi saiba exatamente a causa e não possa falar.
Não fitou Hyumi. Embora compartilhassem ordens, não precisavam compartilhar situações incômodas. Não vou citar as informações que foram ocultas e nem quantos crimes ela oficialmente cometeu. Fiz o papel de interrogador e não o de juíz.

Naquele momento até Makkiu sentiu a sensação de que ele estava lendo a mente de Hikari, mas claro que não era isso. Os dois eram parecidos em muitos aspectos e um deles era essa tendência conciliadora a não julgar, embora a de Ukyo provasse ali que cedia bem mais facilmente que a do Watanabe.

- Considere as ações com mais que emoções e verá que perguntaram.
Apenas não foi dito a todos. Se referia a terem interrogado Renene antes: Urahara, Ootsuka, Shingekuni. Considerei os sentimentos dela e mais do que você pude senti-los, mas não preciso lhe explicar sobre fazer o que é necessário nem agir em segredo.

Realmente não precisava. Aquele presente de grego, provavemente o maior desde o Cavalo de Tróia, se não maior que o próprio Cavalo de Tróia, era uma prova mais que irrefutável. Quanto mais poderia ter dito? Como poderia ter exposto que só porque não demonstra não significa que não tenha sentimentos? Quão profundamente poderia criticar Hikari? Não fez isso. Não precisava fazer aquilo pesar mais e nem para outra pessoa.

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